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IFSC - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Concurso Público

Questão de Língua Portuguesa

CONCURSOS PÚBLICOS Nº 08 E 09/2023 Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro de embalagem específica fornecida pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata eliminação do certame. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 50 (cinquenta) questões; - refere-se à área para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de prova, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_02/06/2023 10:21:04 723_BASE_NS_DM 19/6/202317:57:56 As árvores e as pessoas daqui Por Adriana Antunes 01 As pessoas que me são mais próximas costumam me dizer que sou “dedo verde”, afinal, 02 vivo em meio ao verde e tudo que me cai em mãos, dou um jeito de fazer viver. Mas não sei 03 dizer se mereço esse adjetivo. Na verdade, penso, não existe isso de ser “dedo verde”. O que 04 existe é a capacidade de preocupar-se com o outro, seja ele um ser humano ou vegetal. Amo 05 plantas e sim, quase tudo que planto nasce, exceto quando mato as plantas por excesso, 06 principalmente de água, mas tenho me corrigido nesse sentido. Para plantar não existe segredo 07 algum além de paciência e observação. Já disse aqui antes, é como cuidar de pessoas. Paciência 08 e observação. Dois elementos que ... acompanhados da necessidade de aprendermos a olhar 09 mais de perto para o desenvolvimento da futura planta. Ver os estágios de seu amadurecimento, 10 seus períodos de seca, de necessidade de sol, de carência orgânica e sempre uma dose extra de 11 conversa. Sim, as plantas, como as pessoas, amam uma boa conversa. Quem não gosta de 12 poder ouvir e ser ouvido? É da natureza, está dentro de todos nós. Todos não, corrijo-me a 13 tempo. Há pessoas que nasceram para ser calçadas. Queimam, quase fritam no sol diário e não 14 se dão conta de que, ao se exporem em demasia, se machucam. Sem refúgio ou sombra, 15 mostram-se mais do que desejariam. Sim, porque também somos o modo como nos 16 relacionamos com o meio ambiente. Há pessoas que decepam as árvores como se elas fossem 17 inimigas. Cortam sem dó e menos ainda técnica, com intuito de livrar-se do incômodo de tê-las 18 atrapalhando sua visão. Gente munida de apetrechos que destrói qualquer forma de vida sem ao 19 menos ponderar sobre a possibilidade de conviver com elas. 20 Caxias do Sul é uma cidade que tem dificuldades com relação às árvores. Uma vez, muito 21 tempo atrás, quando ainda trabalhava em TV, conversei com a professora Loraine Slomp Giron, 22 historiadora. Perguntei-lhe por que o caxiense tinha tanta raiva de árvores. Lembro que ela riu e 23 me devolveu a pergunta, interrogando, raiva? Respondi sim, raiva, porque as árvores não são 24 apenas podadas em nossa cidade, elas são decepadas. Parece que o sujeito com raiva do mundo 25 se joga sobre a planta e a corta da maneira mais primitiva possível. Ela disse que a minha leitura 26 empírica fazia sentido. Afinal, as árvores e a natureza em si carregam consigo uma insígnia de 27 medo e perigo. Como se atrás, em cima ou dentro de uma árvore existisse um ser mais primitivo 28 ainda que em qualquer momento ou situação pulasse para fora e acabasse com o sonho da vida 29 na Cocagna. Uma grande falácia, dizia rindo, mas que perdura até os dias de hoje. Talvez isso 30 explique também porque as pessoas dizem que as folhas que caem nas calçadas durante o 31 outono são sujeira. 32 Presumo que o modo como cada um lida com a natureza fora de si seja um indício de como 33 as coisas acontecem por dentro. O mundo das plantas expõe de modo claro e racional nosso 34 comportamento e por ele podemos perceber quem realmente é o primitivo e sem cérebro. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2023/04/as-arvores-e-aspessoas-daqui-clg1871g4001s011fsgxl5cfo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo: I. A autora estabelece uma metáfora entre cuidar de plantas e cuidar de pessoas. II. Na cidade natal da autora, as ruas demonstram o zelo e o carinho com o cuidado com as árvores. III. Para a autora, o cultivo de plantas requer tempo para conhecer suas necessidades. Quais estão corretas?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.