Questões de Língua Portuguesa · Instituto Excelência

Língua PortuguesaInterpretação de textosInstituto Excelência 2017

SAAE de Barra Bonita - SP

Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2016 Nome do(a) Candidato(a) Este caderno de questões está assim constituído: DISCIPLINAS Língua Portuguesa Total de questões INSTRUÇÕES AO CANDIDATO (A): Número de Inscrição 10 10 05 25 falha, solicite a presença do fiscal. no espaço indicado na frente do cartão. de consulta. simultaneamente, depois de concluído. Destaque aqui: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Marque aqui as suas respostas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 O caldo de cana e a crise Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tant os anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida. O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo de cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando s eu modesto empreendimento. Coloc ou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de at endimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários. O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diant e da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento… Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país. A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo. Nós, por aqui, trat aremos de apertar o passo. ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas; ROCHA, João. Brasil: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, nº 118, p.4.

De acordo com as informações do texto, o narrador declara que:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.