Questões de Raciocínio Lógico · IF-PE

Raciocínio LógicoEquivalências e negaçõesIF-PE 2016

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Questão de Raciocínio Lógico

A problemática do direito à cidade na contemporaneidade é contextualizada nas seguintes palavras: “A cidade é o lugar onde as pessoas de todos os tipos e classes se misturam, ainda que relutante e conflituosamente, para produzir uma vida em comum, embora perpetuamente mutável e transitória. A comunalidade dessa vida tem sido há muito tempo objeto de análises de urbanistas de todas as tendências, além de tema frequente de uma vasta gama de textos e representações (em romances, filmes, pinturas, vídeos e outros meios afins) que tentam apreender o caráter dessa vida (ou o caráter particular da vida em uma cidade específica em um lugar e um tempo determinados) e o seu significado mais profundo.” Fonte: HARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 134. Tal como exposto acima, a vida urbana em comum, particularmente no que toca às questões relativas ao direito à cidade, tem sido tratada para além do meio acadêmico-científico, tendo sido produzidos, nos últimos tempos, vários documentários e filmes que trazem essa problemática para o debate acerca do cotidiano e seus conflitos, bem como a cidade que temos e a cidade que queremos. Dessa forma, I. no filme O som ao redor (2012), o diretor Kleber Mendonça Filho, ao mostrar, logo no início, conflitos da Zona da Mata canavieira em imagens em preto e branco e centrar a trama sobre o cotidiano inquieto de personagens da classe média em edifícios da Zona Sul do Recife, evidencia as contradições da cidade atual, como o individualismo e as formas de apropriação privada do espaço público, a exemplo da vigilância da rua. II. no documentário Recife de dentro pra fora (1997), com base no poema O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, a diretora Katia Meisel traz à tona as contradições socioambientais do Recife, dando visibilidade a carências e ausências de saneamento básico, habitações precárias e ocupação de áreas de mangues e morros, em visível situação de vulnerabilidade socioambiental. III. no curta-metragem Recife frio (2009), o diretor Kléber Mendonça Filho destaca os efeitos das mudanças climáticas nos espaços metropolitanos, muito artificializados pela intensa presença de estruturas asfálticas e de concreto, aterros, excessiva motorização e congestionamentos, além da verticalização, que funciona como obstáculo à circulação do ar e à dispersão dos poluentes, o que agrava os problemas ambientais urbanos. IV. o curta-metragem Velho Recife novo (2012), produzido pelo Coletivo Contravento, propõe uma reflexão crítica sobre a noção de espaço público urbano, como também aborda temas como o efeito dos projetos de grande impacto no tecido urbano em face dos interesses dos agentes imobiliários, a relação entre a rua e os edifícios, a legislação urbana, a gestão e as políticas públicas, e a mobilidade urbana. V. Se a cidade é o lugar onde as pessoas de todos os tipos e classes se misturam, ainda que relutante e conflituosamente, no longa-metragem Aquarius (2016), o diretor Kléber Mendonça Filho chama a atenção para os direitos urbanos por meio da resistência aos projetos hegemônicos associados à especulação imobiliária e mostra a resistência à implantação do complexo Novo Recife, materializada no movimento Ocupe Estelita. Estão corretas, apenas, as proposições:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.