Questões de Língua Portuguesa · Fronte Concursos e Projetos

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Processo Seletivo - – PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA BONITA- SP

Questão de Língua Portuguesa

PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA BONITA/SP Cargo: PROFESSOR PEB I – EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL Processo Seletivo – Nº 01/2026 de 01 de fevereiro de 2026 01 - O candidato recebeu do fiscal o seguinte material: a) Este Caderno de Questões, com o enunciado das 40 (quarenta) questões objetivas com valor de 1 ponto cada questão de Lingua Portuguesa, Matemática, Noções de Informática, Conhecimentos Pedagógicos e Conhecimentos Especificos. b) Cartão-Resposta destinado às respostas das questões objetivas formuladas nas provas. 02 - O candidato deve verificar se este material está em ordem e se o seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem no Cartão-Resposta. Caso não esteja nessas condições, o fato deve ser IMEDIATAMENTE notificado ao fiscal. 03 - Após a conferência, o candidato deverá assinar, no espaço próprio do Cartão-Resposta, com caneta esferográfica de tinta indelével preta ou azul, fabricada em material transparente. 04 - O candidato deve ter muito cuidado com o Cartão-Resposta, para não o dobrar, amassar ou manchar. O Cartão-Resposta SOMENTE poderá ser substituído se, no ato da entrega ao candidato, já estiver danificado. 05 - Logo após a autorização para o início das provas, o candidato deve conferir se este Caderno de Questões está em ordem e com todas as páginas. Caso não esteja nessas condições, o fato deve ser IMEDIATAMENTE notificado ao fiscal. 06 - Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 4 alternativas classificadas com as letras (a), (b), (c), (d) só uma responde adequadamente ao quesito proposto. O candidato só deve assinalar UMA letra no Cartão-Resposta, preenchendo todo o espaço compreendido pelos círculos, com caneta esferográfica de tinta preta ou azul, fabricada em material transparente, de forma contínua e densa. A leitura óptica do Cartão-Resposta é sensível a marcas escuras; portanto, os campos de marcação devem ser preenchidos completamente, sem deixar claros. A marcação em mais de uma alternativa anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. Exemplo: A B C D 07 - As questões objetivas são identificadas pelo número que se situa ao lado do seu enunciado. 08 - Será eliminado deste Certame o candidato que: a) for surpreendido, durante as provas, em qualquer tipo de comunicação com outro candidato; b) portar ou usar, durante a realização das provas, aparelhos sonoros, fonográficos, de comunicação ou de registro, eletrônicos ou não, tais como agendas eletrônicas e (ou) similares, gravadores, pen drive, mp3 player e (ou) similar, fones de ouvido, chaves com alarme ou com qualquer outro comevanponente eletrônico, relógios de qualquer natureza, telefones celulares, microcomputadores portáteis e (ou) similares; c) se ausentar da sala em que se realizam as provas levando consigo o Caderno de Questões antes do permitido e (ou) o Cartão-Resposta a qualquer tempo; d) se recusar a entregar o Caderno de Questões e (ou) o Cartão-Resposta, quando terminar o tempo estabelecido; e) não assinar a lista de presença e (ou) o Cartão-Resposta. Obs. O candidato só poderá ausentar-se do local de prova após 1 hora contada a partir do efetivo início dela. 09 - É recomendável que o candidato reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu Cartão-Resposta. Os rascunhos e as marcações assinaladas no Caderno de Questões NÃO serão levados em conta. 10 - O tempo disponível para esta Prova objetiva é de 2 (duas) horas, já incluído o tempo para marcação do Cartão-Resposta, findo o qual o candidato deverá, obrigatoriamente, entregar o Cartão-Resposta, o Caderno de Questões e assinar a Lista de Presença. 11 - O candidato só poderá levar o Caderno de Questões após decorridas 1 hora do início da prova. 12 - As questões e os gabaritos das Provas Objetivas serão divulgados a partir do primeiro dia útil após sua realização, no site da FRONTE CONCURSOS E PROJETOS (www.fronteprojetos.com.br). Texto para as questões de 01 a 06 A Escola como Território de Resiliência e Ética na Era da Complexidade A função social da escola contemporânea tem sido tensionada por fenômenos que transcendem os muros da sala de aula, exigindo do fazer docente uma postura que vai além da mera transposição didática. No cenário atual, a instituição escolar não é apenas um espaço de instrução, mas um território estratégico de resiliência e mediação de conflitos globais e locais. Diante da emergência climática, por exemplo, a escola assume um papel ambivalente: ao mesmo tempo em que deve educar para a sustentabilidade e para a "continuidade da vida", ela se vê desafiada a estruturar-se como um porto seguro físico e emocional para comunidades impactadas por eventos extremos. Essa "pedagogia da resiliência" não se limita ao conteúdo programático de Ciências ou Geografia, mas permeia a gestão do cuidado e a formação de uma consciência coletiva sobre a interdependência entre os sistemas humanos e naturais. Paralelamente, a aceleração tecnológica, materializada na onipresença da Inteligência Artificial e na ubiquidade dos dispositivos móveis, impõe novos dilemas éticos e pedagógicos. O debate sobre a restrição do uso de celulares no ambiente escolar, que culminou em normativas recentes no cenário brasileiro, reflete uma tentativa de resgatar a atenção e a interação humana como fundamentos do processo de aprendizagem. Contudo, a proibição isolada, desacompanhada de uma reflexão crítica sobre a literacia digital, corre o risco de ser um paliativo diante de uma realidade onde a tecnologia já reconfigurou as formas de pensar e se relacionar. O desafio do professor, portanto, reside em equilibrar a necessária desconexão para o foco com a indispensável inclusão digital ética, transformando a ferramenta técnica em instrumento de emancipação intelectual e não de mera passividade consumista. Nesse contexto de múltiplas transições, a educação para a equidade — sustentada por marcos legais como as leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena — deixa de ser uma efeméride para se tornar o cerne de uma prática antirracista e inclusiva. A escola que se pretende democrática deve enfrentar as desigualdades estruturais que se manifestam no cotidiano escolar, desde a escolha dos materiais didáticos até a sensibilidade no acolhimento das diversidades. Assim, o magistério hoje exige uma competência polifônica: a capacidade de articular o rigor do conhecimento científico com a sensibilidade das habilidades socioemocionais, compreendendo que o sucesso da aprendizagem está intrinsecamente ligado à capacidade da escola de se manter relevante, humana e ética em um mundo em constante e imprevisível transformação.

No primeiro parágrafo, o autor utiliza o termo "papel ambivalente" para descrever a atuação da escola diante da emergência climática. De acordo com a articulação de ideias do texto, essa ambivalência reside no fato de a escola:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.