Língua PortuguesaOutros temasCOMPERVE 2017
UFRN
Questão de Língua Portuguesa
Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Este Caderno contém 50 questões de múltipla escolha, assim distribuídas: 01 a 10 2 Língua Portuguesa; 11 a 20 Legislação; 21 a 50 Conhecimentos Específicos. Quando o Fiscal autorizar, verifique 3 imperfeições gráficas que impeçam se o Caderno está completo e sem a leitura. Detectado algum problema, comunique-o, imediatamente, ao Fiscal. Cada questão de múltipla escolha apresenta quatro opções de resposta, das 4 quais apenas uma é correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação, portanto não adianta pedir 5 esclarecimentos aos fiscais. A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica de tinta preta, fabricada 6 em material transparente. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não 7 destaque nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 8 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, quatro horas para responder às questões e Assinatura do Candidato: Concurso Público UFRN Seleção 2017.1 01 a 10 As questões de número 1 a 10 referem-se ao texto abaixo. Tempo, pintura e fotografia José Roberto Castilho Piqueira O conhecimento humano hoje acumulado é de tal monta que as grandes mentes do mundo moderno, cada vez mais, se ocupam de discussões que passam ao largo do dia a dia de nosso cotidiano. Por exemplo, os físicos de hoje conjecturam a inexistência do tempo. Seria possível para nós, acostumados às marcas da passagem dos anos, imaginar que o tempo, medido pelo vaivém de um relógio de cuco ou pelo período de emissão de radiações de átomos de césio, é produto, apenas, de uma abstração? Esse tipo de conjectura vai dos físicos aos críticos de arte, que discutem, com veemência, se é possível dar à fotografia um status de arte equivalente ao da pintura. Será essa discussão relevante para aquele que quer, apenas, apreciar o que lhe parece belo, deixando que essa beleza flua pelo contexto de suas experiências de vida? Por que começamos este pequeno ensaio? Talvez porque a sociedade moderna, com seus computadores, GPS, máquinas digitais e obras grandiosas, coloque os físicos perto da arte e os artistas perto da ciência, ambas, arte e ciência, pertinentes ao mundo da concretude e com entendimento tão dependente da subjetividade de nossos pensamentos. É possível que o bom entendimento do mundo dispense o excesso de tecnicismo e de nomenclatura, e prosseguiremos dando-nos essa liberdade. A mecânica clássica, cujos rudimentos fazem parte de todos os currículos escolares, divide os fenômenos em estáticos e dinâmicos, enfatizando que aqueles são casos particulares destes, como se isso fosse a essência do entendimento. Escolher a estática ou a dinâmica como centro da atenção depende do contexto: para construir um prédio, estática; para uma viagem de carro, dinâmica. A fotografia, então, é estática ou dinâmica? Deve ter o mesmo status da pintura ou não? Responder a essas perguntas é relevante? Acreditamos que pensar essas questões importa para aprimorar o entendimento. Entretanto, estabelecer nomenclaturas e fronteira s é uma atitude, apenas, autoritária e de pouco valor. Ao pintar um quadro, o artista registra na tela como sua mente enxerga uma paisagem, uma natureza-morta, uma figura ou uma questão social. É um instantâneo de uma dinâmica passada, transformando, em um conjunto estático, um processo mental, dinâmico por natureza. O fotógrafo registra um instantâneo objetivo, procurando ângulos favoráveis para a melhor observação. O substrato é o mesmo do pintor, mas a física da máquina, digital ou não, faz um registro unívoco de uma possível ideia ou mensagem, não permitindo qualquer adição ou subtração. Ambos, o quadro e a foto, são registros estáticos perenes. A dinâmica de ambos os processos está na subjetividade das mentes que os apreciam, individual ou coletivamente . Quando olhamos para um quadro de Matisse, mergulhamos no seu mundo e transportamos para nossa mente uma miríade de sensações, transladadas, ao longo do tempo, para nossa experiência de vida. Podemos adicionar ou subtrair o que nossa mente pedir, e o resu ltado também é dela, sendo variável com resultado dependente de nossa medição do mundo. Uma foto de Evans, em contrapartida, também nos provoca uma multiplicidade de sensações, com adições e subtrações mentais originárias da nossa experiência. O resultado, entretanto, sempre estará no universo fotografado com franqueza e na realidade das pessoas fotografadas. Enfim, Evans e Matisse nos permitem criar e reproduzir experimentos e sensações inusitadas, precisas ou incertas, análogas aos processos quânticos ou clássicos. Os nomes atribuídos pouco importam. Disponível em: <http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=51770>. Acesso em: 09 nov. 2016. [Adaptado] Concurso Público UFRN Seleção 2017.1 Engenheiro/Neuroengenharia 1
Em sua centralidade, o texto propõe-se a,
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

