Língua PortuguesaOutros temasCOMPERVE 2017
UFRN
Questão de Língua Portuguesa
Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Este Caderno contém, respectivamente, uma proposta de Redação e 50 questões 2 de múltipla escolha, assim distribuídas: 01 a 10 Língua Portuguesa; 11 a 20 Legislação; 21 a 50 Conhecimentos Específicos. Quando o Fiscal autorizar, verifique 3 imperfeições gráficas que impeçam se o Caderno está completo e sem a leitura. Detectado algum problema, comunique-o, imediatamente, ao Fiscal. A Redação será avaliada considerando-se apenas o que estiver escrito no espaço 4 reservado para o texto definitivo na Folha de Redação fornecida pela Comperve. Escreva de modo legível, pois dúvida gerada por grafia ou rasura implicará 5 redução de pontos. Cada questão de múltipla escolha apresenta quatro opções de resposta, das 6 quais apenas uma é correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação, portanto não adianta pedir 7 esclarecimentos aos fiscais. A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica de tinta preta, fabricada 8 em material transparente. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não 9 destaque nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 10 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, quatro horas e trinta minutos para redigir o texto 11 definitivo na Folha de Redação, responder às questões e preencher a Folha de Respostas. O preenchimento da Folha de Respostas e da Folha de Redação é de sua inteira 12 responsabilidade. Antes de se retirar definitivamente da sala, devolva ao Fiscal este Caderno, a 13 Folha de Respostas e a Folha de Redação. Assinatura do Candidato: Concurso Público UFRN Seleção 2017.2. O pranto é que apaga o brilho (Auta de Souza ) Prova de Redação Um dos maiores problemas do Brasil é a violência urbana. Dados recentes registram um alto índice de criminalidade, com aumento nos números de homicídios, de roubos e de lesões seguidas de morte. Nesse contexto, estão os policiais, que reclamam da falta de equipamentos adequados, como armas e viaturas. Considerando esse quadro e seus conhecimentos a respeito do tema, produza um artigo de opinião com o objetivo de defender um posicionamento sobre a seguinte questão: Fornecer mais armas e viaturas para a polícia resolve o problema da violência no país? INSTRUÇÕES Seu artigo deverá atender as seguintes normas: • ser redigido no espaço destinado à versão definitiva na Folha de Redação; • apresentar explicitamente um ponto de argumentos; vista, fundamentado em, no mínimo, dois • ser redigido na variedade padrão da língua portuguesa; • não ser escrito em versos; • conter, no máximo, 40 linhas; • não ser assinado (nem mesmo com pseudônimo). ATENÇÃO Será atribuída NOTA ZERO à redação em qualquer um dos seguintes casos: • texto com até 14 linhas; • fuga ao tema ou à proposta; • letra ilegível; • identificação do candidato (nome, assinatura ou pseudônimo); • texto que revele desrespeito aos direitos humanos ou que seja ofensivo. Concurso Público UFRN Seleção 2017.2 Auxiliar em Administração 1 2 Concurso Público UFRN Seleção 2017.2 Auxiliar em Administração 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Concurso Público UFRN Seleção 2017.2 Auxiliar em Administração 3 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 (NÃO ASSINE O TEXTO) 4 Concurso Público UFRN Seleção 2017.2 Auxiliar em Administração 01 a 10 As questões de número 1 a 10 referem-se ao texto abaixo. Trabalho escravo é ainda uma realidade no Brasil Esse tipo de violação não prende mais o indivíduo a correntes, mas acomete a liberdade do trabalhador e o mantém submisso a uma situação de exploração (*) Natalia Suzuki e Thiago Casteli O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Inte rnacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que o Brasil se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas a de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana. Quem é o trabalhador escravo? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram, forçadamente, por uma série de motivos, que pode incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores provêm de diversos estados das regiões Centro -Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino -americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além de procedentes do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho. Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana -de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil . No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão -de-obra é utilizado exigem força física, por isso, os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro- Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental. Muitas vezes, o trabalhador submetido ao trabalho escravo consegue fugir da situação de exploração, colocando a sua vida em risco. Quando tem sucesso em sua empreitada, recorre a órgãos governamentais ou a organizações da sociedade civil para denunciar a violação que sofreu. Diante disso, o governo brasileiro tem centrado seus esforços para o combate desse crime, especialmente na fiscalização de propriedades e na repressão por meio da punição administrativa e econômica de empregadores flagrados utilizando mão -de-obra escrava. Enquanto isso, o trabalhador libertado tende a retornar a sua cidad e de origem, onde as condições que o levaram a migrar permanecem as mesmas. Diante dessa situação, o indivíduo pode novamente ser aliciado para outro trabalho em que será explorado, perpetuando uma dinâmica que chamamos de “Ciclo do Trabalho Escravo”. Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades. Dentre essas políticas, estão as ações formativas no âmbito da programa Escravo, nem pensar! educação, como aquelas propostas pelo T * Natalia Suzuki é jornalista, mestre em Ciência Política pela FFLCH -USP e coordenadora do programa “Escravo, nem Pensar!”, programa de educação para prevenção do trabalho escravo da ONG Repórter Brasil. Disponível em:http://www.cartaeducacao.com.br/aulas /fundamental-2/trabalho-escravo-e-ainda-uma-realidade-no- brasil/. Acesso em: 15 jul de 2017. [Adaptado] Concurso Público UFRN Seleção 2017.2 Auxiliar em Administração 5
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

