Língua PortuguesaOutros temasNC-UFPR 2017
UFPR
Questão de Língua Portuguesa
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Edital 340/2016 - PROGEPE Prova Objetiva – 12/02/2017 111 – Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais INSTRUÇÕES (1) Confira, acima, o seu número de inscrição, turma e nome. Assine no local indicado. (2) Aguarde autorização para abrir o caderno de prova. Antes de iniciar a resolução das questões, confira a numeração de todas as páginas. (3) A prova é composta de 40 questões objetivas. (4) Nesta prova, as questões objetivas são de múltipla escolha, com 5 sempre na sequência a, b, c, d, e, das quais somente uma deve ser (5) A interpretação das questões é parte do processo de avaliação, não sendo permitidas perguntas aos aplicadores de prova. (6) Ao receber o cartão-resposta, examine-o e verifique se o nome impresso seu. Caso haja qualquer irregularidade, comunique- (7) O cartão-resposta deverá ser preenchido com caneta esferográfica preta, tendo de não ultrapassar o limite do espaço para cada marcação. (8) A duração da prova é de 4 horas. Esse das respostas para o cartão-resposta. (9) Não serão permitidos empréstimos, consultas uso de livros e apontamentos e comunicação ou de registro, eletrônicos ou não, tais como relógios digitais, telefones celulares, tablets e ser desligados e colocados OBRIGATORIAMENTE porte e/ou uso de armas, óculos ou de quaisquer acessórios de chapelaria, tais como boné, Conhecimentos chapéu, gorro ou protetores auriculares. Caso alguma dessas exigências seja descumprida, o Específicos candidato será excluído do concurso. (10) Ao concluir a prova, permaneça em seu lugar e comunique ao aplicador de prova. Aguarde autorização para entregar o caderno de prova e o cartão-resposta. (11) Se desejar, anote as respostas no quadro abaixo, recorte na linha indicada e leve-o consigo. DURAÇÃO DESTA PROVA: 4 horas. 2 O texto a seguir é referência para as questões 01 a 05. O vírus da Zika Zika, na língua luganda falada por 3 milhões de ugandenses, geralmente traduz-se como matagal. É um nome apropriado para a floresta nos arredores da cidade de Entebbe, que mais parece um bosque ralo e tem apenas um décimo (150 mil m²) da área do parque paulistano do Ibirapuera. Como local de batismo científico do vírus que sucedeu o ebola como o mais temido do mundo, a floresta Zika parece insignificante. Bem mais adequada soa uma segunda interpretação para o termo zika dada pelo entomologista (especialista em insetos) Louis Mukwaya, 76, do Instituto Ugandense de Pesquisa sobre Vírus (UVRI, na sigla em inglês): lugar onde muitas pessoas morreram. A não ser essa explicação sobre seu nome, nada há de assustador na floresta Zika. Percorrem-se 11 km de ruas de terra e algum asfalto para chegar ali desde o UVRI, na área urbana de Entebbe. O instituto foi fundado por ingleses em 1936 para estudar febre amarela, quando Uganda ainda fazia parte do Império Britânico. Não há cerca nem portão, só duas cabanas de concreto e um casebre de madeira com telhas de zinco ocupados por dois vigias. Do lado da entrada da floresta, ouve-se apenas a algazarra de crianças jogando futebol e o ruído ocasional de motosserra. Do lado de lá, impera o silêncio do pântano que margeia o lago Vitória. Cinco minutos de caminhada levam à torre de aço, com cerca de 35 m de altura, erguida pelos ingleses em 1962, mesmo ano da independência de Uganda. Dela, projetam-se plataformas para jaulas que, no passado, eram ocupadas por macacos, presos à espera de picadas das mais de 40 espécies de “nsiri” (mosquitos) presentes na floresta Zika. Antes da década de 60, as plataformas eram de madeira. Numa delas viveu o macaco reso (o de pelagem castanhoavermelhada) número 766. Em abril de 1947, o animal teve febre de 39,7 ºC. Seguindo um procedimento padrão, amostras do sangue dele foram injetadas no crânio de camundongos, que também adoeceram. Nos cérebros dos roedores, pesquisadores descobriram partículas de um “agente transmissível” novo para a ciência. No ano seguinte, em janeiro, o mesmo agente foi encontrado em mosquitos da espécie Aedes africanus, primo do Aedes aegypti, que tanto inferniza brasileiros. A publicação da descoberta do novo vírus ocorreu em 1952, pelo escocês George Dick, do Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e pelos americanos Stuart Kitchen e Alexander Haddow, da Fundação Rockefeller. Batizaram-no como zika, em razão da origem do caso. […]
Sobre a origem da palavra zika, é correto afirmar: (Folha de São Paulo, 7 dez. 2016)
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


