Questões de Língua Portuguesa · CEPS-UFPA

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Questão de Língua Portuguesa

EDITAL Nº 031/2018 - UNIFESSPA, DE 06 DE FEVEREIRO DE 2018 NÍVEL D (Nível Médio) 13 de maio de 2018 1 Este BOLETIM DE QUESTÕES contém 35 QUESTÕES OBJETIVAS, sendo Conhecimentos Básicos - 5 de Língua Portuguesa e 5 de Legislação; 25 de Conhecimentos Específicos; e a PROPOSTA DE REDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA. Cada questão objetiva apresenta cinco alternativas, identificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E), das quais apenas uma é correta. 2 Confira se, além deste BOLETIM DE QUESTÕES, você recebeu o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO. 3 A prova de Redação em Língua Portuguesa valerá 10 pontos e consistirá na elaboração de texto escrito com, no máximo, 30 linhas, em que serão avaliados: fidelidade ao tema, objetividade, coesão, coerência, progressão discursiva e aderência à norma culta. 4 É necessário conferir se a prova está completa e sem falhas, bem como se o seu nome e seu número de inscrição conferem com os dados contidos no CARTÃO-RESPOSTA e na FOLHA DE REDAÇÃO. Caso exista algum problema, comunique-o imediatamente ao fiscal de sala. 5 Após a conferência, assine seu nome no espaço próprio do CARTÃO-RESPOSTA. 6 A marcação do CARTÃO-RESPOSTA e a transcrição do texto definitivo para a FOLHA DE REDAÇÃO devem ser feitas com caneta esferográfica de tinta preta ou azul. 7 O CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO não podem ser dobrados, amassados, rasurados, manchados ou danificados de qualquer modo. Não é permitida a utilização de qualquer espécie de corretivo. O Cartão-Resposta e a Folha de Redação somente serão substituídos caso contenha falha de impressão e/ou se os dados contidos no cartão e na folha não corresponderem aos seus. 8 A FOLHA DE REDAÇÃO não deverá ser assinada, rubricada, nem conter, dentro ou fora do espaço destinado à transcrição do texto definitivo, qualquer palavra ou marca que identifique o candidato. 9 O CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO serão os únicos documentos considerados para a correção. 10 O candidato deverá permanecer obrigatoriamente no local de realização da prova por, no mínimo, 2 (duas) horas após o início da prova. 11 Quando terminar a prova, devolva ao fiscal de sala todo o material relacionado no item 2 acima e assine a LISTA DE PRESENÇA. A assinatura do seu nome deve corresponder àquela que consta no seu documento de identificação. Após às 11h30min você poderá levar este BOLETIM DE QUESTÕES. 12 O tempo disponível para a prova é de quatro horas, com início às 08:00 horas e término às 12:00 horas, observado o horário de Belém-PA. O candidato na condição de PcD que solicitou tempo adicional tem direito 1 (uma) hora além do tempo determinado para a prova. 13 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no BOLETIM DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. UNIFESSPA 2018 MARQUE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA NAS QUESTÕES DE 1 A 35. LÍNGUA PORTUGUESA (CONHECIMENTOS BÁSICOS) Cachorro encurralado não salta 1 Com certeza você já ouviu gente reclamar que os estudantes de hoje são muito mimados, desfiando 2 frases como “No meu tempo, a gente podia zoar os amigos. Hoje tudo é bullying”. É assim mesmo: desde 3 a Idade da Pedra toda geração acha que seus descendentes pioraram. Consigo imaginar um neandertal 4 grunhindo: “Esses moleques de hoje não aguentam mais nada. No meu tempo, a gente não tinha fogueira 5 quentinha. Não havia essa história de bater pedrinha uma na outra – tinha que andar na floresta até achar 6 uma árvore atingida por um raio. Desse jeito, daqui a pouco nem pelo a humanidade vai ter”. 7 Todo termo que ganha popularidade perde seu significado original, e isso pode muito bem ter 8 acontecido com o bullying. Sim, não é toda zoeira que é bullying. Mas se nem toda brincadeira pode ser 9 condenada, isso não faz com que o bullying não exista. Existe, e há bastante tempo. 10 Em 1958, os britânicos resolveram acompanhar o desenvolvimento de todas as crianças nascidas 11 numa determinada semana daquele ano. Reuniram, assim, dados sobre quase 18 mil bebês, e passaram 12 a avaliá-los de tempos em tempos durante 50 anos. Descobriram que, já na década de 1960, era alta a 13 incidência de violência na escola – coisas mais graves do que uma piada ou brincadeira. Quase um terço 14 dos alunos passava por isso ocasionalmente, e 15% com frequência. É o povo da geração que diz: “Na 15 minha época, não existia esse negócio de bullying”. Imagina se existisse. Não é surpresa para ninguém 16 que, na vida adulta, as pessoas que passaram por tais problemas têm pior qualidade de vida e muito mais 17 chance de desenvolver depressão, por exemplo. O dobro de chance, para ser preciso. 18 Mais ou menos na mesma época, nos anos 1960, do outro lado do Atlântico, um pesquisador 19 chamado Martin Seligman, interessado nos mecanismos que levam à depressão, criava um experimento 20 que se tornaria clássico. Ele e seus colegas reuniram um grupo de cães e os colocaram em três tipos de 21 gaiolas diferentes. O grupo 1 ficava lá por um tempo e, depois, era retirado. A gaiola do grupo 2 tinha o 22 chão eletrificado, para dar choques inesperados. Contudo, diante dos cães havia uma alavanca que parava 23 os choques. E o desafortunado grupo 3 também estava num chão eletrificado, mas ele era pareado com a 24 gaiola do grupo 2. Ou seja, os cães deste grupo não tinham como parar os próprios choques. Eles recebiam 25 a mesma intensidade que seus parceiros do grupo 2 (pois, quando esses desligavam a eletricidade, todos 26 os choques cessavam), mas, como não sabiam dessa artimanha da alavanca, para eles tanto o início 27 quanto o fim pareciam aleatórios. 28 Uma vez condicionados dessa maneira, os cachorros foram transferidos para outra gaiola, dividida 29 em duas partes – um lado com chão eletrificado e outro não. Os dois lados eram separados por uma 30 barreira baixa; quando os cães dos grupos 1 e 2 eram colocados ali, rapidamente aprendiam a pular de 31 um lado para o outro para escapar dos choques. A maioria dos cães do grupo 3, por sua vez, nem pensava 32 em saltar. Haviam aprendido que não havia esperança, afinal. Seligman cunhou, então, o termo learned 33 helplessness, ou desamparo aprendido. 34 O que acontece no bullying (de verdade) é parecido com isso. As crianças sentem-se totalmente 35 cercadas, submetidas a situações muito hostis – que lhes parecem inevitáveis –, e com o tempo 36 desenvolvem a mesma sensação de desamparo. Para elas, é impossível fazer qualquer coisa para cessar 37 aquele sofrimento. Não é de estranhar que se tornem adultos deprimidos. 38 Se a história nos ensinou algo, é que há coisas que não aprendemos com a história. Não acho que 39 algum dia as gerações mais velhas deixarão de criticar as mais novas. Até aí, tudo bem. Mas, pelo menos 40 no que se refere ao bullying, não devemos menosprezar as queixas da garotada. Daniel Barros – Revista Galileu, edição 319, fev. 2018.

O texto “Cachorro encurralado não salta” tem como tema central um assunto polêmico e de muito impacto para a sociedade atual. O assunto em questão é/são

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.