Questões de Língua Portuguesa · FCC

Língua PortuguesaInterpretação de textosFCC 2018

Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe

Questão de Língua Portuguesa

Colégio Sala Ordem 0 0 0 0 1 00 0 1 0 0 0 1 Abril/2018 Concurso Público para provimento de cargos de T écn ico Legislativo Área Apoio T é c n ic o -A d m in is tra tiv o Nome do Candidato Caderno de Prova ’P16’, Tipo 001 Nodo Documento------- 0000000000000000 Node Inscrição r- Nodo Caderno-------, MODELO TIPO-001 C onhecim entos G erais C onhecim entos E specíficos Quando autorizado pelo fiscal de sala, transcreva a frase ao lado, com sua caligrafia O processo de perpetuação da cultura se dá pela educação. - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 70 questões, numeradas de 1a 70. Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Leia cuidadosamente cada uma das questões e escolha a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. ATENÇÃO - Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitida a utilização de lápis, lapiseira, marca-texto, borracha ou líquido corretor de texto durante a realização da prova. - Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou quaisqueranotações. - Aduração da prova é de 4 horas para responder a todas as questões objetivas e preenchera Folha de Respostas. - Ao término da prova, chame o fiscal da sala e devolva todo o material recebido. - É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. Fundação Carlos Chagas Caderno de Prova ’P16’, Tipo 001 Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, considere o texto abaixo. 1 Um filme publicitário traz um ator interpretando um boçal no pavilhão de uma Bienal. O almofadinha, vestindo pulôver escuro com gola rolê, cita autores como Nietzsche e Méliès, entre outros, para compor um discurso afetado e vazio por meio do qual definia uma suposta obra de arte. É o velho clichê do crítico intelectual. 2 Vi a propaganda no mesmo dia em que a Câmara Brasileira do Livro e a Amazon anunciaram uma nova categoria do prêmio Jabuti: a dos melhores romances, contos, crônicas e poesia, na opinião dos leitores. 3 O prêmio da Escolha do Leitor foi anunciado em tom de inovação democrática. O mesmo argumento tem sustentado algumas das estratégias de mercado draconianas de grandes corporações de internet. Afinal, dá-se voz ao leitor, que agora pode pôr em xeque decisões arbitrárias de um punhado de críticos que não representam a opinião da maioria. 4 Nesse sentido, a Escolha do Leitor menos inova do que aperfeiçoa uma tendência que já coroava as edições anteriores do prêmio: o Livro do Ano. Escolhido pelos livreiros, ele contempla os títulos com mais chances de corresponder às expecta tivas do mercado, muitas vezes contrariando os resultados das categorias literárias. 5 A principal ressalva à inovação democrática do Jabuti, entretanto, é que já existe um prêmio do leitor. Ele se chama lista dos mais vendidos e é outorgado no mundo inteiro. É claro que há diferenças. A favor da nova categoria, deve-se dizer que o leitor elegerá títulos apenas entre os finalistas. Ou seja, pela via do meio, o novo prêmio atenderia ao mercado sem exonerar a crítica. 6 Mas, então, por que prêmios literários prestigiados mundo afora ignoram a opinião da maioria? A resposta é simples. A despeito de seus eventuais equívocos (e não são poucos), os prêmios literários não foram criados para corresponder a critérios objetivos de mercado. Os prêmios literários são asserções (com frequência, inerciais; às vezes, justas e corajosas - e a coragem não costuma 7 ser fruto do consenso) sobre o que um grupo de pessoas, selecionadas por motivos nem sempre claros ou acertados, acredita que deve ser defendido em termos de subjetividade e exceção. 8 Ao atribuir o prêmio de literatura a Bob Dylan, por exemplo, o Nobel tomou uma decisão idiossincrática, mas que exalta o que há de subjetivo tanto em escrever como em ler e premiar literatura. 9 Ao contrário, exceção e subjetividade não fazem parte do vocabulário das grandes corporações de internet. É o que torna tanto mais curioso que um dos poucos prêmios literários brasileiros de prestígio tenha incorporado a lógica pleonástica dos algoritmos que estruturam a rede (o que mais se lê também é cada vez mais lido). Não é mais uma perspectiva subjetiva, mas sim uma forma de endossar a premissa de que não se deve contrariar o gosto do "leitor" (seja ele quem for, de preferên cia uma média que represente muitos). 10 Hoje, mais do que nunca, soa antipático e antidemocrático pôr em dúvida essa ideia generalizada de leitor. Mas fazer o indivíduo acreditar que não precisa se esforçar para entender o que lhe escapa ou o que o contraria (como propõe a propaganda da Bienal) tem menos a ver com o respeito pela formação de um leitor ou um espectador autônomo, reflexivo, do que com a sua redução a potencial de lucro e com o estreitamento correlato de seus horizontes intelectuais e subjetivos. (Adaptado de: CARVALHO, Bernardo. “A opinião dos leitores e a crítica”. Disponível em: folha.uol.com.br. Acesso em: 10/3/2018)

Leia as afirmações abaixo. I. A propaganda descrita no 1o parágrafo é retomada no final do texto, momento em que o autor estabelece uma relação entre o conteúdo da peça publicitária e o argumento de que o leitor ou o espectador foi reduzido à condição de mero consumidor. II. Como estratégia argumentativa, no 3o parágrafo o autor expõe um ponto de vista contrário ao seu, com a finalidade de combatê-lo. III. Com a questão formulada no 6o parágrafo, seguida pela afirmativa de que a resposta é “simples”, o autor, por meio de ironia e sarcasmo, critica prêmios literários de renome mundial. Está correto o que se afirma APENAS em

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