Língua PortuguesaOutros temasFundatec 2025
Prefeitura Municipal de Porto Mauá/RS Concurso Público nº
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2025 1 — AGENTE DE CONTROLE INTERNO Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. ATENTE-SE AOS AVISOS CONTIDOS NO QUADRO DA SALA E AGUARDE O 2º SINAL SONORO PARA ABRIR ESTE 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A UTILIZAÇÃO DE QUALQUER MATERIAL NÃO PERMITIDO EM EDITAL É EXPRESSAMENTE 3. APÓS O 2º SINAL, CERTIFIQUE-SE DE QUE: - ESTE CADERNO DE QUESTÕES CONTÉM 40 QUESTÕES LEGÍVEIS; - ESTE CADERNO DE QUESTÕES REFERE-SE AO NÚMERO E AO CARGO PARA O QUAL REALIZOU A INSCRIÇÃO; - OS FISCAIS INFORMARAM CORRETAMENTE O TEMPO PARA REALIZAÇÃO DE PROVA DE 03 HORAS. 4. Cada questão oferece 5 alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. O CANDIDATO DEVE ASSINAR A(S) SUA(S) FOLHA(S) DEFINITIVA(S) DE RESPOSTA(S), SOB PENA DE ELIMINAÇÃO. 6. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 7. HAVERÁ O TOQUE DO 3º SINAL SONORO DE ENCERRAMENTO DAS PROVAS, CONFORME CONTROLE DO 8. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 9. A RESPONSABILIDADE REFERENTE À INTERPRETAÇÃO DOS CONTEÚDOS DAS QUESTÕES É EXCLUSIVA DO CANDIDATO. 10. No caderno de questões, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 11. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_07/11/2025 10:40:26 Utilize esse espaço para anotar suas respostas *A anotação neste rascunho NÃO substitui o preenchimento da grade de respostas. 1002_BASE_CE_01_NS_ST 02/12/2025 16:12:55 O livro na cabeça e os sonhos de viajar Por Helô Bacichette 01 Foi numa visita a uma escola que ouvi uma frase que ficou me rondando por dias. Um 02 menino, de olhar curioso, esperou a vez para falar e disse: 03 — Eu tenho um livro na cabeça. 04 Não era uma pergunta, nem um desejo. Era uma certeza. 05 Depois daquele encontro, fiquei pensando que talvez os sonhos de viajar nasçam do mesmo 06 lugar de onde nascem os livros, da vontade de ver o que ainda não conhecemos. Há quem viaje 07 para longe, há quem viaje por dentro. Uns precisam de mapas, outros se guiam pela lembrança 08 ou pelo desejo. 09 As crianças viajam com uma facilidade que os adultos esquecem. Um pedaço de papel vira 10 avião, um lençol estendido é mar aberto. Elas não perguntam o destino, somente partem. Talvez 11 porque saibam, intuitivamente, que toda a viagem é uma invenção. Um livro também é assim: 12 quando começamos a escrevê-lo, não sabemos aonde ele vai dar. O caminho se revela aos 13 poucos, como uma estrada de terra depois da curva. Às vezes há atalhos; às vezes é preciso 14 parar e ouvir o vento antes de seguir. 15 Pensei em quantos livros moram dentro da gente antes de ganharem palavras, quantas 16 histórias o tempo certo para nascer. Às vezes o livro está pronto, mas o corpo ainda 17 não aprendeu a escrevê-lo. Outras vezes, ele se escreve sozinho, enquanto a gente vive. Mas 18 nem todos conseguem escutá-los. Ocasionalmente o barulho do mundo é maior. Escrever é se 19 deixar levar a um lugar que não existe nos mapas, porque há viagens que só acontecem quando 20 a gente fecha os olhos. Talvez aquele menino, com o livro na cabeça, já soubesse disso: que 21 o mundo cabe inteiro dentro de uma ideia, e que quem escreve ou sonha nunca está parado. 22 As crianças dizem as coisas mais improváveis e, ao mesmo tempo, mais verdadeiras. José 23 Paulo Paes dizia que elas são os grandes poetas e talvez tenha razão. São elas que ainda 24 o mundo pela primeira vez, que inventam nomes, que misturam sonho e realidade sem pedir 25 licença. Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Manuel de Barros também sabiam: a infância é o 26 chão da poesia. 27 O menino não precisava escrever o livro; bastava meramente imaginá-lo. E, de algum 28 modo, o livro já existia. Talvez por isso os adultos, quando escrevem, estejam apenas tentando 29 lembrar. Lembrar o tempo em que as palavras nasciam sozinhas. Escrever é, quem sabe, um 30 jeito de voltar a ver o mundo com olhos de descoberta. As crianças nos ensinam que toda criação 31 começa com um espanto. E é desse que nasce o poema, o livro, a vida reinventada. 32 Desde então, penso nesse livro invisível que cada um carrega: um livro feito de lembranças, 33 de sonhos, de palavras ainda sem forma. Talvez escrever seja isto: aprender a ouvir o livro que 34 mora na cabeça e deixá-lo encontrar o caminho das mãos. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2025/11/o-livro-nacabeca-e-os-sonhos-de-viajar-cmhpdp3zy02gi013b2gufiy5w.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir: I. Para a autora, o início da escrita de uma história é algo indeterminado e abstrato. II. De acordo com o texto, a escrita nos aproxima do encantamento infantil com o desconhecido. III. Helô Bacichette afirma que o processo de escrita faz com que quem lê consiga viajar por espaços que são criados por quem escreve. Quais estão corretas?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
