Questões de Língua Portuguesa · IF-PE

Língua PortuguesaInterpretação de textosIF-PE 2016

IF-PE

Questão de Língua Portuguesa

A historiografia mais recente sobre o Estado Absolutista Português tem contestado a noção de concentração total dos poderes no monarca, propondo a ideia de um Estado Corporativo, segundo o qual, tanto no Reino Português como nas regiões ultramarinas, os poderes estavam divididos entre diversos corpos sociais e administrativos, que auxiliavam na manutenção da ordem e da paz, bem como garantiam a soberania do monarca. Sobre essa configuração de poderes em Portugal e em seu império colonial, analise as alternativas propostas: I. Governadores, vice-reis, ouvidores, provedores, etc. eram considerados “os olhos e os ouvidos do Rei”, sendo responsáveis por algumas esferas, como a administração dos territórios, finanças, exercício da fé católica, justiça e defesa. II. Alguns critérios para desempenhar funções a serviço do rei abrangiam desde a coragem, lealdade à Coroa e ao Cristianismo, até a pureza de sangue e a idade madura, o que fazia dos nobres (fidalgos) os principais escolhidos para os cargos. III. Apesar da imbricada rede de funcionários, considera-se que a organização da burocracia estatal lusitana estava organizada de maneira a evitar conflitos entre tais funcionários e confusão entre suas atribuições. IV. No Império Colonial Lusitano, a ausência física do Rei fazia desses administradores verdadeiros corporificadores da imagem e das ações do monarca, o que garantia uma plena comunicação entre Coroa e Colônia, além da subordinação dos súditos colonos. V. Algumas revoltas ocorridas no Brasil Colonial, chamadas de Rebeliões Nativistas, ilustram o descontentamento das elites locais com esta configuração dos poderes, que possibilitava algumas arbitrariedades por parte dos funcionários nomeados pelo Rei. Estão corretas, apenas:

Sua resposta

Mais questões de Interpretação de textos

Ver as 13.042 questões de Interpretação de textos

Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.