Questões de Língua Portuguesa · Fundatec

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Prefeitura Municipal de Agudo/RS Concurso Público N°

Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2025 20 — PROFESSOR DE ANOS INICIAIS Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. ATENTE-SE AOS AVISOS CONTIDOS NO QUADRO DA SALA E AGUARDE O 2º SINAL SONORO PARA ABRIR ESTE 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A UTILIZAÇÃO DE QUALQUER MATERIAL NÃO PERMITIDO EM EDITAL É 3. APÓS O 2º SINAL, CERTIFIQUE-SE DE QUE: - ESTE CADERNO DE QUESTÕES CONTÉM 40 QUESTÕES LEGÍVEIS; - ESTE CADERNO DE QUESTÕES REFERE-SE AO NÚMERO E AO CARGO PARA O QUAL REALIZOU A INSCRIÇÃO; - OS FISCAIS INFORMARAM CORRETAMENTE O TEMPO PARA REALIZAÇÃO DE PROVA DE 03 HORAS. 4. Cada questão oferece 5 alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. O CANDIDATO DEVE ASSINAR A(S) SUA(S) FOLHA(S) DEFINITIVA(S) DE RESPOSTA(S), SOB PENA DE ELIMINAÇÃO. 6. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 7. HAVERÁ O TOQUE DO 3º SINAL SONORO DE ENCERRAMENTO DAS PROVAS, CONFORME CONTROLE DO 8. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 9. A RESPONSABILIDADE REFERENTE À INTERPRETAÇÃO DOS CONTEÚDOS DAS QUESTÕES É EXCLUSIVA 10. No caderno de questões, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 11. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_29/12/2025 17:23:45 Utilize esse espaço para anotar suas respostas *A anotação neste rascunho NÃO substitui o preenchimento da grade de respostas. 1031_CE_20_NS_DT 09/01/2026 13:57:20 Amor Por José Henrique Bortoluci 01 Dayanna Louise é uma professora de 40 anos, nascida em Carpina, no interior de 02 Pernambuco. Mulher trans, doutoranda em educação pela Universidade Federal de Sergipe, ela 03 é também ativista dos direitos LGBTQIAPN+ e da educação pública. Ela me fala das armadilhas 04 do amor na vida e na educação: “Eu não me reconheci como um corpo dissidente; quem 05 começou a me reconhecer foram os outros. Um exemplo clássico: eu sempre queria brincar com 06 as meninas, e as pessoas diziam que era errado. Quando ia à casa da minha avó, ficava isolada 07 porque não podia brincar com minhas primas e não queria brincar com meus primos. Na 08 adolescência, parei de me olhar no espelho. Eu internalizava a culpa por essas violências, por 09 esse ciclo que vinha de muito tempo”. 10 “Depois, teve uma virada de chave que tornou tudo mais complicado para mim, que foi 11 quando minha família começou a se aproximar de igrejas neopentecostais. Então, eu passei a 12 ser levada para as ‘correntes de libertação’ da Igreja Universal. Lembro que eu tinha uns 13 11, 12 anos, e minha família me levava do interior para a capital, para a matriz da Igreja 14 Universal no Recife. E a lógica era: ‘Olha, o que está acontecendo é que você tem um espírito 15 dentro de você, um espírito maligno’. E aí eu comecei a acreditar naquilo”. 16 “Na adolescência, era mais difícil acessar outras informações, outros conceitos sobre as 17 possibilidades de vida, então aquilo era o que chegava até mim. Eu não conseguia achar 18 contrapontos. Eu entendo que existe um processo contraditório na relação que tenho com minha 19 família, porque é claro que existe muita violência nessa tentativa de ‘curar’ pela fé quem eu era, 20 mas entendo também que havia uma motivação genuína, que era o amor. Uma motivação que 21 se realiza de maneira torta e injustificável. Era uma sessão de horror. Uma psicóloga me olhou 22 e disse: ‘Estou aqui para descobrir o que você é e dizer aos seus pais. Mas, de antemão, se 23 confirmar aquilo que eu suspeito, você vai mendigar amor pelo resto da sua vida. Pessoas como 24 você não têm direito ao amor’.”. 25 “O amor... Se a violência é justificada pelo amor, então eu tenho que desromantizar esse 26 amor. Não é aquele amor bíblico que tudo supera, tudo suporta e por aí vai. Estou pensando 27 nisso agora: acho que eu tenho acreditado nesse amor cada vez menos. Porque eu senti em 28 minha vida o quanto o amor muitas vezes é acionado para justificar o injustificável. A gente vê, 29 por exemplo, os debates da extrema direita: é amor a Deus, amor à pátria e à família. Mas, do 30 meu lado político, também existem problemas. Parece também que o amor sempre entra nesses 31 debates progressistas como uma forma de higienizar a discussão, de amansar as contradições”. 32 “Eu venho do serviço social, e lembro que lá tem uma campanha, a única que a categoria 33 profissional desenvolveu até hoje sobre pautas de diversidade sexual, que é: ‘O amor fala todas 34 as línguas’. Eu pensava: ‘Gente, uma categoria que defende os direitos da classe trabalhadora, 35 que defende os direitos humanos e justifica a promoção deles para a população LGBT, mas 36 dizendo que o amor fala todas as línguas com um debate que é extremamente bíblico e cristão, 37 é um absurdo!’ Eu ainda acho isso”. (Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/geracao-democracia-parte-vi_a-aula-e-o-truque/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No texto, o autor apresenta a figura de Dayanna Louise por meio do depoimento em primeira pessoa. Qual é o tipo textual que caracteriza predominantemente esse gênero?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.