Língua PortuguesaOutros temasFCC 2014
DPE-RS
Questão de Língua Portuguesa
Outubro/2014 IV Concurso Público de Provas e Títulos para Ingresso à Carreira de Defensor Público Nome do Candidato No do Documento 0000000000000000 00001−0001−0001 Defensor Público No de Inscrição No do Caderno MODELO MODELO1 P r i m e i r a F a s e INSTRUÇÕES - Verifique se este caderno contém 100 questões, numeradas de 1 a 100. - Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. - Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMA resposta certa. ATENÇÃO - Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitido o uso de lápis, lapiseira, marca-texto ou borracha. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem a utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou quaisquer anotações. Atenção: Para responder às questões de números 1 a 5, considere o texto abaixo, de Hélio Schwartsman. Fotos, macacos e deuses 1 SÃO PAULO − Segundo a Wikipedia, o direito autoral do autorretrato, o "selfie" para usar o termo da moda, que uma macaca fez com o equipamento que furtara de um fotógrafo pertence ao animal. A dis- 5 cussão surgiu porque David Slater, o dono da máquina, pedira aos editores da enciclopédia que retirassem a imagem por violação de direitos autorais. Como piada, a argumentação da Wikipedia funciona bem. Receio, porém, que essa linha de raciocínio 10 deixe uma fronteira jurídica desguarnecida. Se os direitos pertencem à macaca, por que instrumento legal ela os cedeu à enciclopédia? Não são, entretanto, questiúnculas jurídicas que eu gostaria de discutir aqui, mas sim a noção de auto- 15 ria. Obviamente ela transcende à propriedade do equipamento. Se a foto não tivesse sido tirada por uma macaca, mas por um outro fotógrafo com a máquina de Slater, ninguém hesitaria em creditar a imagem a esse outro profissional. 20 Só que não é tão simples. Imaginemos agora que Slater está andando pela trilha e, sem querer, deixa seu aparelho cair no chão, de modo que o disparador é acionado. Como que por milagre, a máquina registra uma imagem maravilhosa, que ganha inúmeros prê- 25 mios. Neste caso, atribuir a foto a Slater não viola nossa intuição de autoria, ainda que o episódio possa ser descrito como uma obra do acaso e não o resultado de uma ação voluntária. A questão prática aqui é saber se o "selfie" da 30 macaca está mais para o caso do fotógrafo que usa a máquina de outro profissional ou para o golpe de sorte. E é aqui que as coisas vão ficando complicadas. Fazê-lo implica não só decidir quanta consciência devemos atribuir à símia mas também até que ponto estamos dispos- 35 tos a admitir que nossas vidas são determinadas pelo aleatório. E humanos, por razões evolutivas, temos verdadeira alergia ao fortuito. Não foi por outro motivo que inventamos tantos panteões de deuses. (Folha de S.Paulo, A2 opinião, 09/08/2014) 2
Receio, porém, que essa linha de raciocínio deixe uma fronteira jurídica desguarnecida. O segmento destacado na frase acima exerce a mesma função sintática do segmento destacado em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

