Questões de Língua Portuguesa · Fundatec

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Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2019 ELETRICISTA Instruções Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse Concurso Público. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala. 2. Seus pertences deverão ser armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal. Somente devem permanecer em posse do candidato caneta esferográfica de material transparente, com tinta azul ou preta de ponta grossa, documento de identidade, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a imediata exclusão do candidato. 3. Certifique-se de que este caderno: - contém 40 (quarenta) questões; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. No caderno de prova, pode-se rabiscar, riscar e calcular. 6. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução. Boa prova! V2_7/6/201917:46:11 V1_7/6/201917:46:11 Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. Quando normalizamos o erro, o absurdo torna-se praticável 01 Em 1961 um psicólogo americano chamado Stanley Milgran, formado na universidade de 02 Yale, conduziu um experimento, que futuramente seria batizado com seu próprio nome – “A 03 Experiência Milgran”. 04 O experimento mostrava como os participantes observados tendem a obedecer pessoas 05 em cargos de autoridade (cargos e patentes mais altas), mesmo que estas contradigam o bom- 06 senso individual. O objetivo do experimento de Milgram foi verificar a obediência das pessoas 07 ___ autoridade, e como esta autoridade incide sobre a capacidade do sujeito prejudicar outro 08 ser humano. 09 O experimento consistia em colocar dois atores e uma cobaia (uma pessoa) em uma 10 situação de comando. Um dos atores vestindo um jaleco branco (representando a autoridade de 11 cientista) incentivava a cobaia a aplicar choques de voltagens até mesmo fatais em um outro 12 ator, que ficava em uma outra sala separada. 13 Surpreendentemente 65% (dois terços) dos participantes continuou a aplicar os choques 14 até o mais alto nível de 450 volts, e todos os participantes continuaram até 300 volts. Mas o 15 que de fato o “Experimento Milgran” nos mostra? 16 Em meu entendimento, ele nos abre os olhos sobre como podemos estar agindo de 17 forma contrária aos nossos valores éticos e ao que é correto, atribuindo a culpa ou a 18 responsabilidade ___ uma autoridade. Ou seja, nos eximindo de qualquer responsabilidade 19 sobre o ato. 20 A maior parte de nós, excluindo, é claro, as pessoas que possuem algum tipo de 21 psicopatia, nasce com um senso e um instinto do que é certo e do que é errado, do que é 22 correto ou não se fazer a outro ser humano. Mas parece que, ao entrarmos no mundo 23 corporativo, alguns de nós passam a abrir pequenas exceções. 24 Essas pequenas exceções passam a se tornar mais frequentes e se normalizam, dando 25 lugar ___ novas pequenas exceções, estas últimas um pouco maiores do que as primeiras e 26 assim por diante. 27 Quando voltamos os holofotes para as empresas, essa “autoridade” configurada no 28 experimento Milgran pode ser o chefe, a empresa, a cultura, o momento, o mercado, entre 29 outros. Neste sentido, acabamos por imaginar que somos isentos de responsabilidade em 30 relação aos pequenos erros com as pessoas e que, por ventura, podemos aceitar cometê-los 31 sob o comando de nossos “chefes”. Não, nós não somos isentos dessa responsabilidade! Assim 32 como os soldados da SS também não eram. 33 Ao achar que pequenos erros e desvios morais (moral no sentido do que é correto fazer 34 com outro ser humano) são normais, é que tudo começa a ficar preocupante. 35 Enfim, no momento em que passamos a achar tais erros normais, erros esses que, 36 muitas vezes, são legalmente aceitos, mas moralmente condenáveis, é que começamos a abrir 37 espaço para que erros maiores ocorram e para que o absurdo se torne aceitável. 38 Se você é uma boa pessoa, com esse instinto do que é certo e errado, siga-o sempre. 39 Geralmente o que queremos que os outros façam para nós é o que devemos fazer para o outro, 40 e o que não queremos para nós é o que não devemos fazer ao outro. É simples, e agir de uma 41 forma ou de outra não é resultado do que o seu “chefe” pediu para você fazer ou deixar de 42 fazer. O que é certo é certo, e aceitar o errado, mesmo que sob comando de uma “patente” 43 mais alta, continua sendo errado. Ao fazer isso, você se torna responsável e cúmplice. 44 No momento em que vivemos, de uma pressão gigantesca por resultados, com margens 45 cada vez mais apertadas, com uma concorrência crescente e predatória, precisamos sempre 46 vigiar para que não cometamos esses pequenos erros morais com as pessoas que nos ajudam a 47 construir nossas empresas. São elas, assim como você, que se dedicam para que o trabalho 48 saia da melhor forma, e a melhor maneira de agir com elas é com respeito e verdade – por 49 mais dura que a verdade seja. 50 Manter-se reto, justo e correto com as pessoas é um desafio, mas ao fazê-lo a 51 recompensa é alta… Ao fazê-lo, o que é certo começa a se tornar regra, e o errado, exceção. Thiago Franzão – 30/04/2019 – Revista Exame – Disponível em: https://exame.abril.com.br/ – adaptação. Execução: Fundatec ELETRICISTA

Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir: I. Um dos resultados do experimento detalhado no texto foi que a maior parte dos participantes continuaram infligindo choques de 300 Volts em suas cobaias, mostrando a influência dos superiores na tomada de decisões erradas. II. O autor acredita na culpabilidade dos soldados da SS, usando essa afirmação como forma de justificar seu argumento de que não somos isentos de culpa quando agimos errado, mesmo que sob as ordens de um superior. III. Ao afirmar que devemos sempre “vigiar” nossa conduta, o autor deixa implícito que a pressão da concorrência em empresas pode nos levar a cometer atos que não estejam de acordo com nossos princípios éticos e morais. Quais estão corretas?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.