Questões de Administração Geral e Pública · UFLA

Administração Geral e PúblicaOutros temasUFLA 2025

UFLA – Edital PROGEPE Nº (vários cargos níveis D e E)

Questão de Administração Geral e Pública

Câmpus Universitário – Caixa Postal 3037 37203-202 – Lavras (MG) CONCURSO PÚBLICO – EDITAL UFLA Nº 58/2025 DIA: 30/11/2025 QUESTÕES 1 A 20 QUESTÕES 21 A 28 QUESTÕES 29 A 36 QUESTÕES 37 A 68 INSTRUÇÕES: ATENÇÃO! ▪ O não cumprimento das instruções poderá acarretar a eliminação do candidato. ▪ O tempo de duração da prova é de 4h (quatro horas) e INCLUI o preenchimento do formulário de respostas. ▪ A interpretação das questões faz parte da prova. ▪ Este caderno será obrigatoriamente devolvido ao fiscal ao final da prova. O(a) candidato(a) poderá destacar a contracapa, na qual se encontra o rascunho do gabarito, que não poderá ter nenhuma anotação extra. ▪ A devolução do formulário de respostas e do caderno de prova é de inteira responsabilidade do candidato. ▪Qualquer irregularidade deverá ser comunicada ao fiscal. | EDITAL UFLA Nº 58/2025 LÍNGUA PORTUGUESA (QUESTÕES 1 A 20) INSTRUÇÕES: Leia o Texto 1 para responder às questões 1 a 8 TEXTO 1 Como a grande imprensa interdita a voz do servidor público nos espaços de opinião Essa interdição revolta, pois se dá em veículos que se autointitulam 'plurais' Luís Humberto Carrijo 1 Os espaços de opinião dos jornais são fóruns simbólicos de disputa de ideias. Eles permitem 2 que diferentes segmentos sociais apresentem argumentos, valores e propostas sobre temas de 3 interesse público. Por isso, a diversidade de pontos de vista é fundamental para que haja 4 deliberação autêntica, não apenas a reprodução do discurso dominante. Isso é particularmente 5 importante em áreas como política fiscal, reformas do Estado, meio ambiente e saúde pública, em 6 que especialistas têm contribuições legítimas a oferecer. 7 Esses espaços influenciam diretamente a agenda pública, pois ajudam a definir o que é 8 relevante e a buscar soluções para temas de maior complexidade. Um artigo publicado em um 9 jornal de referência credencia aquela voz. É uma forma de dizer à sociedade: essa pessoa tem algo 10 importante a dizer. 11 A exclusão de certos grupos do debate público reforça a ideia de que há consenso onde há, 12 na verdade, conflito. E é justamente isso o que acontece com os servidores públicos. A ausência 13 sistemática do funcionalismo nessas arenas deliberativas não é neutra: ela indica que sua palavra 14 está sendo desautorizada. 15 É difícil creditar essa invisibilização à inércia ou à falta de conteúdo por parte de seus 16 representantes. Será que não têm nada a dizer ou sequer talento para redigir um artigo com 17 clareza, concisão e argumentação sólida em relação a assuntos atuais e de relevo sobre os quais 18 têm autoridade? 19 No processo legislativo da reforma da Previdência, foi possível observar com lupa esse 20 fenômeno. No meu mestrado na Universidade Autônoma de Barcelona, conduzi uma pesquisa que 21 identificou a total ausência do servidor público como ator ativo na discussão sobre a reforma, 22 embora fosse um dos segmentos mais atingidos por ela. 23 Além de aparecer sempre como vilão em editoriais, colunas e artigos de representantes do 24 mercado, o servidor não teve um único espaço para se defender. Enquanto articulistas ligados ao 25 chamado "setor produtivo" se revezavam para exaltar os "avanços" da reforma, dirigentes de 26 entidades de classe simplesmente não tiveram oportunidade para expor seus contrapontos. 27 A exceção? Um ou outro artigo aceito por generosidade editorial para manter o verniz 28 democrático do debate. Mas mesmo esses foram assinados por lideranças de fora: dirigentes de 29 centrais sindicais e políticos da oposição, que não se ocuparam devidamente de aspectos que 30 afetavam as prerrogativas do servidor público. 31 Sem que existisse, nas seções de opinião, resistência técnica à reforma, para o leitor 32 comum, o servidor público parecia um mero obstáculo corporativo. Nunca um sujeito político, com 33 lugar de fala. 34 O mesmo pudemos observar na construção da reforma tributária e, agora, sobre a reforma 35 administrativa e sobre a PEC 65, que descaracteriza o Banco Central como órgão de Estado. Fica 36 o desafio: quantos artigos assinados por representantes do funcionalismo foram publicados nos 37 últimos 30 meses sobre temas para os quais tinham formação técnica, vivência institucional e 38 legitimidade representativa? P á g i n a 3 | 38 | EDITAL UFLA Nº 58/2025 39 O que torna essa interdição mais revoltante é que ela se dá em veículos que se autointitulam 40 "plurais" em campanhas de marketing institucional — um cabotismo vazio, que se baseia em uma 41 virtude inexistente. 42 Essa interdição cumpre um papel ideológico bem definido: reforçar a hegemonia do 43 neoliberalismo no controle da narrativa e construir uma percepção artificial de concordância 44 definitiva, como se não existissem alternativas. 45 Estudiosos como Denis McQuail sustentam que o jornalismo real não pode prescindir da 46 diversidade de opinião. A Unesco atesta de forma cristalina: a liberdade de imprensa é insuficiente 47 sem um ecossistema plural. Ignorar esse princípio normativo enfraquece a função pública da 48 imprensa. 49 Espaços de opinião são arenas fundamentais para a circulação de ideias, disputa de 50 narrativas e formação de cidadania. Quando capturados por uma única visão de mundo, deixam 51 de servir à democracia e passam a atender unicamente aos interesses primitivos da lógica 52 capitalista. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/como-a-grande-imprensa-interdita-a-voz-do-servidor-publico-

A ideia central do texto se caracteriza por nos-espacos-de-opiniao.shtml. Acesso em: 25 ago. 2025.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.