Questões de Língua Portuguesa · COMPERVE

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UFRN

Questão de Língua Portuguesa

Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno, você será eliminado do Concurso. Este Caderno contém, respectivamente, três questões discursivas de Conhecimentos Específicos e 50 questões de múltipla escolha, assim distribuídas: 2 01 a 10  Língua Portuguesa; 11 a 20  Legislação; 21 a 50  Conhecimentos Específicos. Quando o Fiscal autorizar, verifique 3 imperfeições gráficas que impeçam se o Caderno está completo e sem a leitura. Detectado algum problema, comunique-o, imediatamente, ao Fiscal. As questões discursivas serão avaliadas considerando-se apenas o que estiver 4 escrito no Espaço destinado à Resposta. Escreva de modo legível, pois dúvida gerada por grafia ou rasura implicará 5 redução de pontos. Cada questão de múltipla escolha apresenta quatro opções de resposta, das 6 quais apenas uma é correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação; portanto não adianta pedir 7 esclarecimentos aos fiscais. Use exclusivamente caneta esferográfica, confeccionada em material 8 transparente, de tinta preta ou azul. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não 9 destaque nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 10 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, quatro horas e trinta minutos para responder às 11 questões discursivas, às de múltipla escolha e preencher a Folha de Respostas. 12 O preenchimento da Folha de Respostas é de sua inteira responsabilidade. Antes de se retirar definitivamente da sala, devolva ao Fiscal este Caderno e a 13 Folha de Respostas. Assinatura do Candidato: Concurso Público UFRN 2015 Questão 1 Um técnico de laboratório irá preparar os equipamentos e realizar um ensaio para avaliar a consistência do concreto durante uma aula prática de materiais de constru ção. Portanto, é necessário que o técnico saiba quais são os equipamentos necessários para executar o ens aio. Considerando essa situação, responda às questões propostas a seguir. A) Cite os equipamentos necessários para a realização do ensaio de determinação do abatimento do tronco de cone. B) Descreva os procedimentos do ensaio de determinação do abatimento do tronco de cone de acordo com a NBR 5738. Espaço destinado à Resposta Fim do espaço destinado à Resposta Concurso Público UFRN 2015 Técnico de Laboratório/Edificações 1 Questão 2 Um técnico em edificações da UFRN precisa analisar algumas características de um concreto cujo traço utilizado em obra foi o TUM de 1 : 2,50 : 3,10 : 0,60. Esse traço refere-se aos materiais secos e TUM é a abreviação de traço em massa. O mesmo técnico, ao receber os materiais para a análise do concreto, fez a seguinte caracterização dos materiais: Caracterização dos materiais De posse desses dados, determine: A) em porcentagem, a relação água:materiais secos. B) o traço em massa combinada com o volume. Espaço destinado à Resposta Fim do espaço destinado à Resposta 2 Concurso Público UFRN 2015  Técnico de Laboratório/Edificações Questão 3 Um dos índices físicos obtidos de maneira corriqueira no laboratório de mecânica dos solos é o teor de umidade. Tomando como base esse parâmetro, considere a Tabela a seguir, que apresenta os dados obtidos num ensaio de laboratório, visando à determinação do teor de umidade de um solo pelo método da estufa. Tabela - Dados obtidos no ensaio para a determinação do teor de umidade de um solo. Com base nos dados da tabela, responda os itens A e B. A) Determine o teor de umidade do solo em análise. B) Considerando os valores apresentados na Tabela como sendo representativos para à obtenção do limite de plasticidade do solo e adotando -se um limite de liquidez de 35%, determine o índice de plasticidade desse solo. Espaço destinado à Resposta Fim do espaço destinado à Resposta Concurso Público UFRN 2015 Técnico de Laboratório/Edificações 3 01 a 10 Um tiro no escuro A escolha profissional é um caso típico de tomada de decisão na ausência de informações Por Thomaz Wood Jr. O conto Profession, publicado em 1957 por Isaac Asimov, retrata a Terra em um futuro distante e distópico. As crianças são educadas por um sistema central, que liga diretamente seus cérebros a um computador. As futuras profissões são definidas com base em um algoritmo. Não cabe aos indivíduos escolherem seus ofícios. Profession é uma entre muitas obras de ficção científica a tratar da questão da escolha ou direcionamento profissional. O tema também ocupa lugar de destaque entre as preocupações de jovens, pais, psicólogos, educadores e gestores da área. No Brasil, temos uma associação de orientadores profissionais e uma revista científica dedicada ao tema. Em nosso país, todos os anos, no segundo semestre, centenas de milhares de jovens preparam-se para a maratona dos exames vestibulares. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Brasil ultrapassou, em 2012, a marca de 7 milhões de alunos no ensino superior. Eles estão matriculados em 32 mil cursos, oferecidos por mais de 2 mil instituições de ensino. Nosso sistema superior de educação cresceu aceleradamente desde o fim da década de 1990 e quase duplicou nos últimos dez anos. No entanto, o crescimento e o gigantismo não foram ainda suficientes para atender à demanda por formação de alta qualidade. Nos cursos mais procurados e nas instituições de maior renome, a relação candidato/vaga frequentemente supera a dezena e vez ou outra se aproxima da centena. O funil de acesso coloca legiões de pais e filhos à beira de um ataque de nervos. Nos últimos anos, a realização de um curso superior tornou-se aspiração de novos contingentes de jovens, antes alijados da universidade por barreiras econômicas. Em paralelo, visando atender ao novo “mercado”, nasceram e prosperaram instituições privadas de ensino superior com um olho na educação e outro no bolso, não necessariamente nessa ordem. Na esquina ideológica oposta, o sistema público, caro e anacrônico, salta de crise em crise, a vergar sob o peso de querelas políticas, governança excêntrica e interesses corporativistas. Enquanto isso, o mundo gira e o mercado de trabalho é convulsionado por estripulias econômicas, algumas profissões emergem e outras submergem, enquanto certas carreiras rompem as fronteiras tradicionais. No meio da confusão, nossos jovens enfrentam o descabido desafio de, aos 17 anos, definir o próprio futuro. Os manuais de autoajuda vocacional costumam ser pródigos em sugestões tão sensatas quanto inexequíveis: conheça a si próprio, as profissões, os profissionais, trabalhe e experimente. Alguns jovens têm vocação clara, mas são raros. Outros pensam tê-la, mas titubeiam diante dos primeiros choques de realidade. A maioria lança-se semiconsciente ao mar, torcendo para que uma corrente amiga a leve a um porto seguro. A escolha profissional é um caso típico de tomada de decisão na ausência de informações. Quem sou eu? Quais são meus potenciais? O que quero da vida? São perguntas básicas, mas difíceis de responder aos 17 anos. A outra ponta não é mais simples. Como estará o mercado de trabalho daqui a quatro ou cinco anos? Quais serão as melhores profissões do futuro? O que me trará satisfação? O que me garantirá uma vida confortável? E, não bastassem as dificuldades naturais, as paixões e as ansiedades envolvidas, as decisões são tomadas em um teatro de consumo, no qual escolas secundárias competem pelas maiores taxas de sucesso no vestibular, cursinhos vendem seus serviços e as novas instituições de ensino tentam atrair recrutas para suas “propostas diferenciadas”. Não é incomum muitos jovens iniciarem cursos superiores, os interromperem pouco depois e tentarem outros caminhos. Há também aqueles fiéis à escolha original que, mesmo frustrados, terminam o curso e seguem a padecer pela vida profissional afora. O custo da escolha malfeita é alto para os jovens, seus pais e a sociedade. Mais sábios seriam, na opinião de alguns, os nossos pares do Hemisfério Norte, que oferecem aos seus universitários a oportunidade de inícios com conteúdos mais genéricos e consequente adiamento das decisões profissionais para momentos de maior maturidade e lucidez. CARTA NA ESCOLA. São Paulo: Confiança, n 92, dez. 2014. p. 64. [Adaptado] 4 Concurso Público UFRN 2015  Técnico de Laboratório/Edificações

A intenção comunicativa dominante no texto é

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.