Língua PortuguesaInterpretação de textosUEG 2022
ANALISTA E ASSISTENTE ADMINISTRATIVO DA UEG -
Questão de Língua Portuguesa
Concurso Público para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva no cargo de Analista de Gestão Governamental da Universidade Estadual de Goiás – UEG – 2022 Domingo, 06 de novembro de 2022. Se houver algum erro, comunique ao fiscal de sala. 3 . Durante a prova, o candidato não poderá levantar-se sem autorização prévia ou comunicar-se com outros candidatos. 4 . As respostas da prova objetiva deverão ser transcritas com caneta esferográfica de corpo transparente e de tinta preta ou azul no cartão de resposta. O candidato que descumprir este item arcará com eventual prejuízo da ausência de leitura óptica de suas marcações. 7 . O candidato deverá transcrever a frase que está nesta capa de prova para o cartão de respostas. 8 . Aguarde autorização do fiscal de sala para iniciar a prova. OBSERVAÇÃO: • Os fiscais não estão autorizados a fornecer informações acerca desta prova. ATENÇÃO O candidato deverá conferir os seus dados no CARTÃO DE RESPOSTAS e, assim que autorizado pelo fiscal de sala, copiar no local indicado, com sua caligrafia usual, a seguinte frase. Identificação do candidato 2 Rascunho do Gabarito Questão Alternativas 1 a b c d e 2 a b c d e 3 a b c d e 4 a b c d e 5 a b c d e 6 a b c d e 7 a b c d e 8 a b c d e 9 a b c d e 10 a b c d e 11 a b c d e 12 a b c d e 13 a b c d e 14 a b c d e 15 a b c d e 16 a b c d e 17 a b c d e 18 a b c d e 19 a b c d e 20 a b c d e 21 a b c d e 22 a b c d e 23 a b c d e 24 a b c d e 25 a b c d e 26 a b c d e 27 a b c d e 28 a b c d e 29 a b c d e 30 a b c d e 31 a b c d e 32 a b c d e 33 a b c d e 34 a b c d e 35 a b c d e 36 a b c d e 37 a b c d e 38 a b c d e 39 a b c d e 40 a b c d e Questão Alternativas 41 a b c d e 42 a b c d e 43 a b c d e 44 a b c d e 45 a b c d e 46 a b c d e 47 a b c d e 48 a b c d e 49 a b c d e 50 a b c d e 51 a b c d e 52 a b c d e 53 a b c d e 54 a b c d e 55 a b c d e 56 a b c d e 57 a b c d e 58 a b c d e 59 a b c d e 60 a b c d e 61 a b c d e 62 a b c d e 63 a b c d e 64 a b c d e 65 a b c d e 66 a b c d e 67 a b c d e 68 a b c d e 69 a b c d e 70 a b c d e 71 a b c d e 72 a b c d e 73 a b c d e 74 a b c d e 75 a b c d e 76 a b c d e 77 a b c d e 78 a b c d e 79 a b c d e 80 a b c d e 3 Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6. Escravidão e o mito da benevolência 01 Certa vez um etnologista disse que "o caminho do progresso é cheio de aventuras, rupturas e escândalos". 02 Devemos, assim, começar examinando o maior de todos os escândalos, aquele que ultrapassou qualquer 03 outro na história da humanidade: a escravização dos povos negro-africanos. 04 No Brasil, é a escravidão que define a qualidade, a extensão e a intensidade da relação física e espiritual 05 dos filhos de três continentes que aqui se encontraram, confrontando um ao outro no esforço épico de 06 edificar um novo país, com suas características próprias, tanto na composição étnica do seu povo quanto 07 na especificidade do seu espírito. 08 A chamada "descoberta" do Brasil pelos portugueses, em 1500, nos assinala o ponto de partida. A 09 exploração da nova terra se iniciou com o aparecimento da raça negra fertilizando o solo brasileiro com 10 suas lágrimas, seu sangue, seu suor e seu martírio na escravidão. Por volta de 1530, os africanos, trazidos 11 sob correntes, já aparecem exercendo seu papel de "força de trabalho". Em 1535, o comércio escravo para 12 o Brasil estava regularmente constituído e organizado e, rapidamente, aumentaria em proporções 13 enormes. Como primeira atividade significativa da colônia portuguesa, as plantações de cana-de-açúcar se 14 espalhavam pelas costas do nordeste, especialmente nos estados da Bahia e Pernambuco. Só a Bahia, lá 15 por 1587, tinha cerca de 47 engenhos de cana-de-açúcar, fato que bem ilustra a velocidade expansionista 16 da indústria açucareira desenvolvida com o uso da força muscular africana. Uma canção de trabalho 17 incluída no artigo de Zora Seljan, “A poesia negra popular no Brasil”, nos fornece o sentido do ritmo dos 18 engenhos de açúcar: 19 Solo: Engenho novo está p'ra moer! Côro: Trabalhar até morrer! 20 Ô trabalhar, ô trabalhar, olé! Trabalhar até morrer! 21 [...] 22 O papel do negro escravizado foi decisivo para o começo da história econômica de um país fundado, como 23 era o caso do Brasil, sob o signo do parasitismo imperialista. Sem o escravo, a estrutura econômica do 24 país jamais teria existido. O africano escravizado construiu as fundações da nova sociedade com a flexão e 25 a quebra da sua espinha dorsal, quando ao mesmo tempo seu trabalho significava a própria espinha dorsal 26 daquela colônia. Ele plantou, alimentou e colheu a riqueza material do país para o desfrute exclusivo da 27 aristocracia branca. Tanto nas plantações de cana-de-açúcar e café e na mineração, quanto nas cidades, o 28 africano incorporava as mãos e os pés das classes dirigentes que não se “autodegradavam” em ocupações 29 vis como aquelas do trabalho braçal. A nobilitante ocupação das classes dirigentes - os latifundiários, os 30 comerciantes, os sacerdotes católicos - consistia no exercício da indolência, no cultivo da ignorância, do 31 preconceito, e na prática da mais licenciosa luxúria. 32 Durante séculos, por mais incrível que pareça, esse duro e ignóbil sistema escravocrata desfrutou a fama, 33 sobretudo no estrangeiro, de ser uma instituição benigna, de caráter humano. Isso graças ao colonialismo 34 português que permanentemente adotou formas de comportamento muito específicas para disfarçar sua 35 fundamental violência e crueldade. A mentira e a dissimulação foram recursos utilizados nesse sentido. A 36 consciência do mundo guarda bem viva a lembrança do colonialista Portugal encobrindo sua natureza 37 racista e espoliadora através de estratagemas como: a) designação de "Províncias de Ultramar" para 38 Angola, Moçambique e Guiné-Bissau; b) as leis do chamado indigenato, proscrevendo, entre outras 39 indignidades, a assimilação das populações africanas à cultura e identidade portuguesas. Essa rabulice 40 colonizadora pretendia imprimir o selo de legalidade, benevolência e generosidade civilizadora à sua 41 atuação no território africano. Porém, todas essas e outras dissimulações oficiais não conseguiram encobrir 42 a realidade, que consistia no saque de terras e povos e na repressão e negação de suas culturas - ambos 43 sustentados e realizados, não pelo artifício jurídico, mas sim pela força militar imperialista. NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. 3. ed. São Paulo: Perspectivas, 2016. p. 57-60. (Adaptado).
De acordo com a argumentação desenvolvida no texto, o 4
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


