Questões de Língua Portuguesa · INAZ do Pará

Língua PortuguesaOutros temasINAZ do Pará 2019

Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo

Questão de Língua Portuguesa

EDITAL 001/2018 – PROVIMENTO DE VAGAS E CADASTRO DE RESERVA NÚMERO DE INSCRIÇÃO: 1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 40 (quarenta) QUESTÕES de múltipla escolha referente à Prova Objetiva, correspondentes ao cargo de sua concorrência. 2. Cada questão objetiva de múltipla escolha apresenta 5 (cinco) alternativas identificadas com as letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) correta. 3. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões descritas no item 1 e se o cargo para o qual você foi inscrito está correto. Caso esteja incompleto ou apresente qualquer defeito, comunique imediatamente ao fiscal de sala, para que seja realizada a substituição. ao fiscal de sala. transparente de tinta preta ou azul. 7. Não é permitida, no momento da prova, a comunicação entre os candidatos, bem como a utilização de aparelhos eletrônicos (calculadora, telefone celular, tablet, etc.), óculos escuros, protetor auricular, boné, relógios, livros, anotações, impressos ou qualquer outro material de consulta. sala. 9. O candidato poderá, ao terminar sua prova, levar o Caderno de Questões SOMENTE faltando 30 (trinta) minutos para o tempo previsto do seu término. 10.O tempo disponível para a prova é de 04 (quatro) horas. 11.Será eliminado do concurso e terá sua prova anulada o candidato (a) que: NÃO ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA e/ou a FOLHA 12.Os três últimos candidatos, ao terminar a prova, só poderão sair juntos. EDITAL 001/2018 TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10 Solidão Coletiva – uma crônica sobre o vazio de uma cidade grande Se pararmos para pensar, a solidão nos persegue. Sempre estamos tão juntos e, ao mesmo tempo, tão sozinhos. O simples fato de estarmos rodeados por dezenas, centenas ou milhares de pessoas, não nos garante que pertençamos ao grupo. A cidade é um dos maiores exemplos. Trem, metrô, ônibus em horário de pico. Homens ou mulheres. Jovens ou velhos. Gordos ou magros. Trabalho ou estudo. Cada um do seu jeito, indo cuidar da sua própria vida. Não há conversa ou um sorriso amigável. Rostos sérios e cansados sem ao menos se preocupar em lhe desejar um bom dia. Parece que ninguém está tendo um bom dia. Na rua, todos têm pressa. Mochila à frente do corpo, senão você é roubado. Olhar no chão para manter o ritmo do passo, ou logo à frente, como quem quer chegar logo sem ser importunado. Um braço estendido me tira do devaneio. É alguém sentado no chão, com um cobertor fino, pedindo algumas moedas. Como boa integrante de uma multidão fria e apressada, ignoro e continuo meu caminho. Essa é uma visão tão rotineira que se torna banal e, assim como eu, ninguém ali observou aquele cidadão com olhos sinceros. Não me julgue, eu sei que você faz o mesmo. O calor humano não parece suficiente para aquecer corações. É um mar de gente. Mas não me sinto como mais uma onda, que compõe a beleza do oceano. Sinto-me em um pequeno barco à vela, perdida em alto mar. Parada no meio da multidão, sinto sua tensão constante, como se a qualquer momento fosse chegar um tsunami. Sinto-me naufragando. Você já pegou a estrada à noite? É ali que percebemos que a cidade nunca dorme por completo. Carros a perder de vista em qualquer horário, com luzes que compõem uma beleza única. Porém, esquecemos que em cada carro não existe somente uma pessoa ou outra, mas sim histórias. Para onde cada um está indo é um mistério. Neste momento, percebo que, assim como eu enxergava alguns minutos atrás, ninguém ali me vê como ser humano. Veem-me como mais um carro, mais uma máquina que atrapalha o trânsito de um local tão movimentado. Só eu sei meu próprio caminho e para onde vou. Estou sozinha entre centenas de pessoas. Mesmo assim, muitas dizem preferir a cidade ao campo. Morar no interior não é uma opção para a maior parte das multidões – elas dizem que lá não há nada de interessante acontecendo e o silêncio da natureza as faz sentir muito distantes do mundo. Por Beatriz Gimenez Disponível em: https://falauniversidades.com.br/cronica-solidao-cidade-grande/

Durante o texto, a autora se utiliza de algumas figuras de linguagem para transmitir ao leitor o que ela presencia. Quando ela diz “mar de gente”, denota-se um exemplo de:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.