Questões de Língua Portuguesa · Fundatec

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Prefeitura Municipal de Marau/RS Concurso Público Nº

Questão de Língua Portuguesa

CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2024 TÉCNICO DE ENFERMAGEM 20H E 40H Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. Atente-se aos avisos contidos no quadro da sala e aguarde o 2º sinal sonoro para abrir este caderno de questões e iniciar a prova. 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, documento de identidade, lanche e água, se houver. A utilização de qualquer material não permitido em edital é expressamente proibida, acarretando a sua imediata exclusão do certame. 3. Após o 2º sinal, certifique-se de que este caderno de questões: - contém 40 (quarenta) questões; - refere-se ao cargo para o qual realizou a inscrição. 4. Cada questão oferece 5 (cinco) alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 6. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 7. A responsabilidade referente à interpretação dos conteúdos das questões é exclusiva do candidato. 8. No caderno de questões, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 9. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_24/01/2025 14:25:19 Utilize esse espaço para anotar suas respostas *A anotação neste rascunho NÃO substitui o preenchimento da grade de respostas. 949_LP_LEG_CG_MOD1_NM_DT 10/02/2025 12:15:40 A mulher sozinha Por Maria Julieta Drummond de Andrade 01 Era magra e estava sempre com o mesmo vestido rasgado. Usava chinelos de feltro, 02 velhíssimos. Ela própria parecia velhíssima, embora de perto mostrasse, sob a sujeira e as rugas, 03 um rosto que era apenas maduro, gasto pela miséria. Acostumei-me a vê-la sentada, de manhã 04 e de tarde, naquele canto, sobre o cimento cheio de poeira. Os que entravam apressados na 05 igreja praticamente a ignoravam e só reparavam nela depois da missa, quando saíam devagar. 06 Passando diante da igreja duas vezes por dia, certa cumplicidade criou-se entre nós duas: 07 quando eu tinha tempo e ela não estava agradecendo as esmolas, conversávamos. Contou-me 08 que vivia no outro extremo da cidade e que fazia uma longa caminhada, cedinho, até a estação, 09 para tomar o trem, e outra até o lugar onde nos encontrávamos. Não me explicou por que 10 escolhera um bairro tão distante para mendigar e nada lhe perguntei a respeito, receando lhe 11 ferir a intimidade ou introduzir-me em seu segredo. Há uns dois meses encontrei-a radiante, 12 com um pequeno vulto escuro entre os braços: era uma cachorrinha recém-nascida, Maria 13 Isabel, que a mulher ninava e acarinhava com deslumbramento. Disse-me que a recolhera de 14 uma lata de lixo e a batizara logo. Da sacola de palha que sempre trazia consigo retirou uma 15 garrafa d'água e uma colherinha e, com infinita delicadeza, foi entornando algumas gotas na 16 goela da bichinha, que gania baixo, ainda de olhos fechados. A mulher não desgrudava os olhos 17 dela e, remoçada pela alegria e atenção que a cachorrinha ofertava e exigia, deu até para cantar 18 uma música confusa e antiga. 19 As duas não apareceram na última semana. Até que ontem o jornaleiro, compungido, 20 contou-me uma das histórias mais tristes que já ouvi. Maria Isabel se transformara numa vira- 21 lata peluda, encantadora, de focinho redondo e olhos de açúcar. Tão linda, que um malvado 22 achou de roubá-la. A mulher passou a noite atrás da cadela, de um lado para o outro da estação, 23 chorando, gemendo, chamando-a por nomes doces e implorantes. Depois sentou-se num banco 24 e ali ficou imóvel, em silêncio, até o dia clarear. (Disponível em: cronicabrasileira.org.br/cronicas/17849/a-mulher-sozinha – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa que melhor representa a intenção da narradora ao descrever a relação da mulher com a cachorrinha Maria Isabel.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.