Questões de Língua Portuguesa · COMPERVE

Língua PortuguesaOutros temasCOMPERVE 2016

UFRN

Questão de Língua Portuguesa

Leia estas instruções: Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em 1 seguida, assine no espaço reservado. Este Caderno contém, respectivamente, uma proposta de Redação e 50 questões 2 de múltipla escolha, assim distribuídas: 01 a 10  Língua Portuguesa; 11 a 20  Legislação; 21 a 50  Conhecimentos Específicos. Quando o Fiscal autorizar, verifique 3 imperfeições gráficas que impeçam se o Caderno está completo e sem a leitura. Detectado algum problema, comunique-o, imediatamente, ao Fiscal. A Redação será avaliada considerando-se apenas o que estiver escrito no espaço 4 reservado para o texto definitivo na Folha de Redação fornecida pela Comperve. Escreva de modo legível, pois dúvida gerada por grafia ou rasura implicará 5 redução de pontos. Cada questão de múltipla escolha apresenta quatro opções de resposta, das 6 quais apenas uma é correta. Interpretar as questões faz parte da avaliação, portanto não adianta pedir 7 esclarecimentos aos fiscais. A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica de tinta preta, fabricada 8 em material transparente. Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não 9 destaque nenhuma folha. Os rascunhos e as marcações que você fizer neste Caderno não serão 10 considerados para efeito de avaliação. Você dispõe de, no máximo, quatro horas e trinta minutos para redigir o texto 11 definitivo na Folha de Redação, responder às questões e preencher a Folha de Respostas. O preenchimento da Folha de Respostas e da Folha de Redação é de sua inteira 12 responsabilidade. Antes de se retirar definitivamente da sala, devolva ao Fiscal este Caderno, a 13 Folha de Respostas e a Folha de Redação. Assinatura do Candidato: Concurso Público UFRN Seleção 2016.3 Prova de Redação Entre outros problemas, as cidades brasileiras de maior porte enfrentam o congestionamento do trânsito. Como consequência, não há apenas desperdício de tempo mas também estresse e, até mesmo, desdobramentos sociais e econômicos. A fim de enfrentar esse problema, têm surgido propostas para intervenção na malha viária: corredores exclusivos para ônibus, vias em mão única, construções de viaduto e de túnel... Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Natal vivenciam essas estratégias propostas. Considerando a discussão em pauta, redija um artigo de opinião com o objetivo de defender ponto de vista sobre a seguinte questão: Intervenções nas malhas viárias podem solucionar o congestionamento do trânsito nos grandes centros urbanos brasileiros? INSTRUÇÕES Seu artigo deverá, obrigatoriamente, atender as seguintes exigências: • ser redigido no espaço destinado à versão definitiva na Folha de Redação; • apresentar, explicitamente, um ponto de vista fundamentado em, no mínimo, dois argumentos; • ser redigido na variedade padrão da língua portuguesa; • não ser escrito em versos; • conter, no máximo, 40 linhas; • respeitar as normas de citação de textos; • não ser assinado (nem mesmo com pseudônimo). ATENÇÃO Será atribuída NOTA ZERO à redação em qualquer um dos seguintes casos: • texto com até 14 linhas; • fuga ao tema ou à proposta; • letra ilegível; • identificação do candidato (nome, assinatura ou pseudônimo); • texto que revele desrespeito aos direitos humanos ou que sejam ofensivos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Concurso Público UFRN  Seleção 2016.3  Técnico de Laboratório/Patologia 1 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 (NÃO ASSINE O TEXTO) 2 Concurso Público UFRN  Seleção 2016.3  Técnico de Laboratório/Patologia 01 a 10 As questões de número 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Na corrida contra a demência Gláucia Leal “Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso. Fazendo uma releitura do ditado oriental, tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida. Com o aumento dessa expectativa, o problema é chegarem também os “males” dos desgastes impostos pelo tempo. A demência, que nos rouba de nós mesmos, talvez seja um dos mais temidos. O mais prevalente desses quadros é a doença de Alzheimer . A patologia pode ter evoluído concomitantemente com a inteligência humana. Em artigo publicado no periódico científico bioRxiv, cientistas afirmaram ter encontrado evidências de que, entre 50 mil e 200 mil anos atrás, a seleção natural impulsionou mudanças em seis genes envolvidos no desenvolvimento cerebral, o que pode ter contribuído para aumentar a conectividade neuronal, tornando os humanos modernos mais inteligentes à medida que evoluíram de seus ancestrais hominídeos. Essa nova capacidade intelectual, porém, não veio sem custo: os mesmos genes estão implicados no Alzheimer. O geneticista Kun Tang, do Instituto de Ciências Bi ológicas de Xangai, na China, que liderou a pesquisa, especula que o distúrbio de memória se desenvolveu à medida que cérebros em processo de envelhecimento lutavam com novas demandas metabólicas impostas pela crescente inteligência. Mas essa é só uma parte da história: se a capacidade de aprender e memorizar nos penaliza, ela também acena com a possibilidade de afastar a manifestação do Alzheimer, às vezes por vários anos ou até por toda a vida. O neurocientista David A. Bennett, diretor do Centro Rush da Doença de Alzheimer em Chicago, um dos mais renomados pesquisadores na área, revela uma descoberta surpreendente: pessoas com a mesma condição cerebral podem apresentar estado mental completamente diferente. Enquanto uma perde a memória, outra se mostra lúcida e capaz. Ou seja, mais importante do que o estado físico dos tecidos é o uso que se faz deles, apesar dos danos. Para ganhar a corrida contra a demência, duas armas são fundamentais: afeto e exercício intelectual. Apostar no que faz bem, manter pess oas queridas por perto, cultivar relações de intimidade, cuidar de animais e se divertir, movimentar o corpo, passear, falar mais de um idioma e aprender coisas contribui para postergar o surgimento do Alzheimer e diminuir o número de anos que se passa doente no fim da vida. Curiosamente, parece que a prevenção está justamente no que tende a nos tornar mais felizes. Disponível em: <http://www2.uol.com.br>. Acesso em: 10 set. 2016. [Texto adaptado]

A progressão do tema desenvolvido no texto obedece à seg uinte sequenciação:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.