Língua PortuguesaInterpretação de textosNUCEPE 2017
SEJUS-PI
Questão de Língua Portuguesa
01 02 03 Estadual do Piauí 04 PROVA ESCRITA OBJETIVA E DISSERTATIVA 05 DATA: 19/03/2017 – HORÁRIO: 9h às 14h (horário do Piauí) 06 01. Você deve receber do fiscal o material abaixo: 07 08 a) Um caderno com 80 questões objetivas sem falha ou repetição e 01 questão 09 dissertativa para a elaboração do texto definitivo da Prova Escrita Dissertativa. b) Um caderno para a Prova Escrita Dissertativa. 10 c) Um CARTÃO-RESPOSTA destinado às respostas objetivas da prova. 11 OBS: Para realizar sua prova, use apenas o material mencionado acima e, em hipótese alguma, papéis para rascunhos. 12 02. Verifique se este material está completo e se seus dados pessoais conferem com aqueles constantes do CARTÃO-RESPOSTA. 13 03. Após a conferência, você deverá assinar seu nome completo, no espaço próprio do 14 CONCURSO PÚBLICO PARA AGENTE PENITENCIÁRIO - SEJUS/PI/ 2016 CARTÃO-RESPOSTA utilizando caneta esferográfica com tinta de cor azul ou preta. 15 04. Escreva o seu nome nos espaços indicados na capa deste CADERNO DE QUESTÕES, observando as condições para tal (assinatura e letra de forma), bem 16 como o preenchimento do campo reservado à informação de seu número de inscrição. 17 05. No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras correspondentes às respostas de 18 sua opção, deve ser feita com o preenchimento de todo o espaço do campo reservado para tal fim. 19 06. Tenha muito cuidado com o CARTÃO-RESPOSTA, para não dobrar, amassar ou manchar, pois este é personalizado e em hipótese alguma poderá ser substituído. 20 07. Para cada uma das questões são apresentadas cinco alternativas classificadas com 21 as letras (A), (B), (C), (D) e (E); assinale apenas uma alternativa para cada questão, pois somente uma responde adequadamente ao quesito proposto. A marcação em 22 mais de uma alternativa anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta; também serão nulas as marcações rasuradas. Esta parte somente deverá ser destacada pelo fiscal da sala, após o término da prova.23 08. As questões são identificadas pelo número que fica à esquerda de seu enunciado. 24 09. Os fiscais não estão autorizados a emitir opinião nem a prestar esclarecimentos sobre o conteúdo das provas. Cabe única e exclusivamente ao candidato 25 interpretar e decidir a este respeito. 10. Reserve os 30(trinta) minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os 26 rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão levados em conta. 27 11. Quando terminar sua Prova, antes de sair da sala, assine a LISTA DE 28 FREQUÊNCIA, entregue ao Fiscal o CADERNO DE QUESTÕES, a PROVA ESCRITA DISSERTATIVA e o CARTÃO-RESPOSTA, que deverão conter sua 29 assinatura. 12. O tempo de duração para esta prova é de 5 (cinco) horas. 30 13. Por motivos de segurança, você somente poderá ausentar-se da sala de prova depois de 3h (três horas) do início de sua prova. 31 14. O rascunho ao lado não tem validade definitiva como marcação do Cartão- 32 Resposta, destina-se apenas à conferência do gabarito por parte do candidato. Assinatura 33 34 35 36 37 38 39 40 Nome do Candidato (letra de forma) CONCURSO PÚBLICO – SEJUS/PI - 2017 – CARGO: AGENTE PENITENCIÁRIO 2 1. PROVA ESCRITA OBJETIVA A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho. Leia-o para responder às questões de 01 a 06. Texto 01 (...) Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal. Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los. A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana. A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa. A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra. (...) (MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA À CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017). CONCURSO PÚBLICO – SEJUS/PI - 2017 – CARGO: AGENTE PENITENCIÁRIO 3
O texto traz uma discussão sobre um fenômeno que tem permeado todas as civilizações, em todos os tempos: a violência. Nessa discussão, a autora
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
