Questões de Língua Portuguesa · UFU

Língua PortuguesaInterpretação de textosUFU 2018

UFU Concurso TA 275/

Questão de Língua Portuguesa

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Pró-Reitoria de Graduação Diretoria de Processos Seletivos TIPO 1 17 de março de 2019 Início às 14 horas, com duração de 4h. 1. Esta prova é composta de 40 questões, assim distribuídas: DISCIPLINAS Língua Portuguesa QUESTÕES 01 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 40 instruções lá contidas. ocasionará a anulação da prova. 8. Ao término da prova, este caderno deverá ser levado pelo candidato. OBS.: os fiscais não estão autorizados a dar informações sobre esta prova. Página 2 Leia o texto a seguir para responder as questões 01, 02 e 03. Se, na primeira vez, o filme “Café com canela” me avassalou, agora então, sem qualquer cerimônia, atravessou meu coração! Estou, desde menina, chafurdada na magia dessa sétima arte que tanto admiro e na qual também trabalho. Portanto, acostumada às salas de cinema e a sua película tão parecida com sonho. Lo que passa és que o filme de Glenda Nicácio e Ary Rosa me é inaugural e o é para o cinema brasileiro, que é também o do mundo. Ao falar a partir da própria aldeia com extrema maestria, Cachoeira, cidade do Recôncavo onde se passa a premiada obra, consegue abrigar nos seus 122 minutos todas as Áfricas e as não Áfricas também. É de e sobre o afeto. A afetividade é sua liga, argamassa, presença invisível e aderente em todos os “frames”. É o pontilhado discretíssimo que forma a imagem. O filme foi identificado já em seu lançamento em Brasília como uma obra de afeto. E aí traz o mundo inteiro no bolso. Não só pelo afeto ser uma forma de conhecimento, como afirma Espinosa, mas porque, em seu bojo, a humanidade se esculpe. Tudo passa por essa via: os primeiros cuidados, a autoconfiança, o autoconhecimento, a relação com o outro, com o trabalho, com a natureza, com a política... tudo passa pela estrada do afeto. Tramas urdidas com esta linha decidem o jogo da vida. Por causa do afeto ou de sua falta, muitas tramas se banham em dramas. Mas então é inaugural por que, se muitos filmes falam de afeto, sua doença, seu avesso, que é a guerra? É que o filme me atravessou por identificação! Vi os aniversários lá de casa. Vi minha madrinha, tios, primos, minha gente alegre na tela do cinema. Normal. Bebendo cerveja de bar, contando piada, sem chororô estereotipado, e tirando sempre onda do sofrimento. Sem negálo. Tirando de letra a pesada lida da vida de uma etnia que experimenta há séculos uma realidade estruturalmente racista. E tem que sobreviver. E arrumar saúde. E durar pra virar o jogo sem ser abatido em “pleno voo”, como diz Martha Medeiros. Mas o filme não fala disso. Não precisa. Sua prova factual é irrefutável. O filme é trágico sem ser triste. Está ali a dona morte visitando a realidade exposta, mas tudo é costurado na linha da oferenda, no caminho da generosidade, fundamento matriz da filosofia africana, sem a qual não teríamos sobrevivido até aqui. [...] LUCINDA, Elisa. Disponível em: https://www.jb.com.br/colunistas/cercadinho_de_palavras/2018/08/1774- me-vi-no-cinema.html . Acesso em 08.jan2019.(Adaptado)

Em “Estou, desde menina, chafurdada na magia dessa sétima arte que tanto admiro e na qual também trabalho.”, o termo destacado foi empregado com o sentido de

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