Questão 1 · Estilo Cebraspe · Múltipla escolha
A concordância está de acordo com a norma-padrão em:
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Haver e fazer impessoais, casos especiais de concordância, os verbos de regência que mais caem e onde vai o pronome átono. · 9 min · para PC-PE 2026 (Agente e Escrivão) e concursos do Cebraspe
Questão 1 · Estilo Cebraspe · Múltipla escolha
A concordância está de acordo com a norma-padrão em:
Questão 2 · Estilo Cebraspe · Múltipla escolha
A regência está de acordo com a norma-padrão em:
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Aula quatro: concordância, regência e colocação pronominal. Os três estão no edital da Polícia Civil de Pernambuco, e os três aparecem disfarçados nas alternativas de reescrita. Hoje você vai dominar os verbos impessoais, os casos especiais de concordância, os verbos que pedem preposição e o lugar certo do pronome. No final, questões no formato da prova.
Olha esta frase. Ela aparece em boletim, em reportagem, em todo lugar. Houveram muitas denúncias de furto no último mês. Houveram está errado. O verbo haver, com o sentido de existir ou de acontecer, é impessoal: não tem sujeito, e fica sempre no singular. O certo é: houve muitas denúncias de furto no último mês.
E a banca adora trocar haver por existir, porque a concordância muda. Haver, no sentido de existir, não tem sujeito. Existir tem, e concorda com ele: havia suspeitos, mas existiam suspeitos. Isso passa para o verbo auxiliar: deve haver provas, com o deve no singular. Devem existir provas, no plural. E o verbo fazer, indicando tempo, também é impessoal: faz três meses que o caso foi aberto. Nunca fazem.
Agora, os casos especiais que mais caem. Mais de um pede o verbo no singular: mais de um suspeito foi preso. A maioria de, seguida de plural, aceita as duas: a maioria dos presos foi ouvida, ou foram ouvidos. Sujeito composto depois do verbo: o verbo pode ir para o plural ou concordar com o mais próximo. Chegaram o delegado e os peritos, ou chegou o delegado e os peritos. E o se: com verbo sem preposição, é voz passiva e concorda. Ouviram-se as testemunhas. Com preposição, fica no singular: precisa-se de peritos.
Questão um, de concordância. A concordância está de acordo com a norma-padrão em: A, houveram vários registros de furto na região. B, fazem três meses que o caso foi aberto. C, ouviu-se as testemunhas na delegacia. D, mais de um suspeito foi preso na operação. E, deve existir provas suficientes no inquérito. A: haver no sentido de existir é impessoal. Houve vários registros. B: fazer indicando tempo é impessoal. Faz três meses. C: as testemunhas foram ouvidas. É voz passiva, e o verbo concorda: ouviram-se as testemunhas. E: existir concorda com provas, e o auxiliar vai junto. Devem existir provas. Sobrou a D: mais de um pede singular. Gabarito, letra D.
Agora, a regência: a preposição que o verbo exige. E aqui a norma-padrão é diferente do que a gente fala no dia a dia. Por isso derruba tanta gente. Na prova, vale a norma-padrão. Não o ouvido.
Os verbos campeões. Assistir, no sentido de ver, pede a preposição a: assistir ao vídeo. Assistir o vídeo está errado. Obedecer também pede a: obedecer às normas. E aspirar, no sentido de desejar: aspirar ao cargo. Preferir é preferir uma coisa a outra. Nunca preferir mais, nem do que. Implicar, no sentido de acarretar, não leva preposição: a lei implica mudanças. Implica em é coloquial. E chegar pede a: chegou à delegacia. Chegou na delegacia é coloquial.
E a regência aparece disfarçada no pronome relativo. Este é o cargo que eu aspiro desde a faculdade. Quem aspira, aspira a alguma coisa. Essa preposição não some: ela vai para antes do que. O certo é: este é o cargo a que eu aspiro. Do mesmo jeito: a lei de que precisamos, o agente com quem falei.
Questão dois, de regência. A regência está de acordo com a norma-padrão em: A, os agentes assistiram o vídeo da câmera de segurança. B, prefiro mais a perícia do que o depoimento. C, a nova escala implica em mudanças no plantão. D, todos devem obedecer às normas da corporação. E, o suspeito chegou na delegacia algemado. A: assistir, no sentido de ver, pede a. Assistiram ao vídeo. B: preferir não aceita mais nem do que. Prefiro a perícia ao depoimento. C: implicar, no sentido de acarretar, não leva em. A escala implica mudanças. E: chegar pede a. Chegou à delegacia. Sobrou a D: obedecer a mais as normas, às normas, com crase. Gabarito, letra D.
Último tema: a colocação dos pronomes átonos, como me, te, se, o, lhe. Três regras resolvem quase tudo. Pronome átono não começa frase. Palavra atrativa puxa o pronome para antes do verbo. E, no futuro, sem palavra atrativa, o pronome vai para o meio do verbo.
Vamos aos casos. Palavras negativas, como não e nunca, puxam o pronome para antes: não se sabe, nunca se viu. Pronomes relativos e conjunções também puxam: o laudo que se perdeu, quando se apresentou. No começo da frase, o pronome vai depois do verbo: disseram-me que o mandado saiu. Me disseram é coloquial. E no futuro do presente ou do pretérito, sem palavra atrativa, vai no meio: far-se-á a perícia. Nunca fará-se.
E a última, de colocação. A colocação do pronome átono está de acordo com a norma-padrão em: A, me informaram que o mandado foi expedido. B, o perito que encontrou-se com a vítima depôs ontem. C, far-se-á a reconstituição do crime na próxima semana. D, nunca viu-se tanta dedicação na equipe. E, fará-se nova perícia amanhã. A: pronome átono não começa frase. Informaram-me. B: o pronome relativo que puxa o pronome. Que se encontrou. D: nunca é palavra negativa e puxa o pronome. Nunca se viu. E: com o verbo no futuro, não existe pronome depois do verbo. Far-se-á. Sobrou a C: futuro, sem palavra atrativa, pronome no meio. Gabarito, letra C.
Aquecimento final, misturando a aula. Haviam testemunhas no local. Errado. Havia testemunhas. O agente obedeceu ao regulamento. Certo. Obedecer a. Nunca se viu tanto empenho. Certo. Nunca atrai o pronome. A mudança implica em custos. Errado. Implica custos. Faz dez anos que ele saiu da corporação. Certo. Fazer, indicando tempo, no singular.
Revisão relâmpago, para fixar. Haver no sentido de existir e fazer indicando tempo são impessoais. Existir concorda, e o auxiliar vai junto. Mais de um, singular. A maioria de, as duas formas. Verbo com se sem preposição concorda. Assistir ao, obedecer a, aspirar a, preferir uma coisa a outra, implicar sem em, chegar a. E a preposição vai antes do relativo. Pronome não começa frase, palavra atrativa puxa, e no futuro sem atrativo vai no meio.
Fechamos concordância, regência e colocação! Na próxima, a última da série: redação oficial, pelo Manual da Presidência da República. As questões desta aula e o mapa mental estão de graça no link da descrição.