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Prefeitura Municipal de Montenegro/RS Concurso Público
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO Nº C/95/2025 1 — PROFESSOR ÁREA II — LÍNGUA PORTUGUESA Leia atentamente e cumpra rigorosamente as instruções que seguem, pois elas são parte integrante das provas e das normas que regem esse certame. 1. ATENTE-SE AOS AVISOS CONTIDOS NO QUADRO DA SALA E AGUARDE O 2º SINAL SONORO PARA ABRIR ESTE 2. Seus pertences deverão estar armazenados dentro do saco plástico fornecido pelo fiscal, permanecendo em sua posse somente caneta esferográfica de ponta grossa, de material transparente, com tinta preferencialmente preta, lanche e água, se houver. A UTILIZAÇÃO DE QUALQUER MATERIAL NÃO PERMITIDO EM EDITAL É 3. APÓS O 2º SINAL, CERTIFIQUE-SE DE QUE: - ESTE CADERNO DE QUESTÕES CONTÉM 40 QUESTÕES LEGÍVEIS; - ESTE CADERNO DE QUESTÕES REFERE-SE AO NÚMERO E AO CARGO PARA O QUAL REALIZOU A INSCRIÇÃO; - OS FISCAIS INFORMARAM CORRETAMENTE O TEMPO PARA REALIZAÇÃO DE PROVA DE 03 HORAS. 4. Cada questão oferece 5 alternativas de respostas, representadas pelas letras A, B, C, D e E, sendo apenas 1 (uma) a resposta correta. 5. O CANDIDATO DEVE ASSINAR A(S) SUA(S) FOLHA(S) DEFINITIVA(S) DE RESPOSTA(S), SOB PENA DE ELIMINAÇÃO. 6. Será respeitado o tempo para realização da prova conforme previsto em edital, incluindo o preenchimento da grade de respostas. 7. HAVERÁ O TOQUE DO 3º SINAL SONORO DE ENCERRAMENTO DAS PROVAS, CONFORME CONTROLE DO 8. Os três últimos candidatos deverão retirar-se da sala de prova ao mesmo tempo, devendo assinar a Ata de Prova. 9. A RESPONSABILIDADE REFERENTE À INTERPRETAÇÃO DOS CONTEÚDOS DAS QUESTÕES É EXCLUSIVA 10. No caderno de questões, você poderá rabiscar, riscar e calcular. 11. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados na data descrita no Cronograma de Execução desse certame. QR code V1_22/10/2025 09:27:13 Utilize esse espaço para anotar suas respostas *A anotação neste rascunho NÃO substitui o preenchimento da grade de respostas. 01 02 03 04 05 11 12 13 14 15 21 22 23 24 25 31 32 33 34 35 41 42 43 44 45 51 52 53 54 55 61 62 63 64 65 71 72 73 74 75 81 82 83 84 85 91 92 93 94 95 06 07 08 09 10 16 17 18 19 20 26 27 28 29 30 36 37 38 39 40 46 47 48 49 50 56 57 58 59 60 66 67 68 69 70 76 77 78 79 80 86 87 88 89 90 96 97 98 99 100 1011 _BASE_NS_DT 28/10/2025 16:47:03 A genética está na raiz do amor Por Maurício Horta 01 Para entender o amor, temos de compreender o altruísmo – nada mais altruísta, afinal, 02 do que amar alguém. E para entender o altruísmo temos de olhar para os campeões mundiais 03 nessa categoria. Monges budistas? Não: insetos. Mais especificamente insetos sociais, os 04 maiores exemplos de dedicação à coletividade em detrimento do interesse individual. 05 O caso mais extremo é o da abelha operária. Ela não apenas passa a vida produzindo mel 06 e cera, construindo favos e coletando néctar, pólen e água para alimentar a rainha e suas larvas; 07 para defender a colmeia de predadores, ela também se suicida. Esse caso de aparente altruísmo 08 suicida parece contrariar a Teoria da Evolução. Afinal, a seleção natural não é uma escolha de 09 características que beneficiem a coletividade nem o indivíduo. Ela nada mais é que o sucesso de 10 certos genes em se replicar num determinado ambiente. Seguem adiante não necessariamente 11 aqueles que expressam um comportamento que faz o indivíduo viver melhor, mas que o deixa 12 mais apto a passar seus genes para a frente. Nesse ponto não há moral nem empatia. Para os 13 genes, segundo Richard Dawkins, autor de “O Gene Egoísta”, os seres vivos nada mais são do 14 que máquinas de sobrevivência do DNA. 15 Não importa o bem-estar dessa máquina – caso contrário, não envelheceríamos, não 16 teríamos doenças nem morreríamos. O que importa é que ela consiga se reproduzir em mais 17 máquinas que carreguem seus genes. Então, o comportamento suicida das abelhas operárias 18 parece ir contra a lógica dos genes egoístas. Afinal, a morte de sua máquina de sobrevivência 19 significa menos chances de que eles sejam passados adiante. Mas, há um detalhe que muda 20 tudo isso. A reprodução de animais sociais como formigas, abelhas e vespas: enquanto a imensa 21 maioria das espécies de reprodução sexuada compartilha metade dos genes maternos e metade 22 dos paternos, estes compartilham metade dos genes da mãe e todos os genes do pai. 23 Aí é só fazer a conta: irmãs dessas espécies compartilham entre si 75% dos genes, 24 enquanto, se tivessem filhos, estes teriam apenas 50% dos seus genes. Ou seja, é mais 25 interessante para as abelhas fêmeas transformar sua mãe numa máquina de produzir irmãs (ou, 26 posto de forma mais elegante, numa rainha) do que ter filhos próprios. O que parece ser o mais 27 altruísta dos comportamentos – literalmente abrir mão de sua vida para o benefício da colmeia 28 – é, na verdade, a expressão máxima do egoísmo dos genes. 29 É o que acontece com as relações familiares. Para o gene egoísta, tanto faz se sua cópia 30 estiver numa máquina de sobrevivência ou em outra. O que interessa é que ele se replique o 31 máximo de vezes possível. Como indivíduos aparentados compartilham cópias dos mesmos 32 genes, o cuidado mútuo de parentes para assegurar sua sobrevivência e sua reprodução é uma 33 estratégia altruísta muito eficiente. E aí chegamos a uma das grandes questões da humanidade: 34 por que o amor existe se o sexo já basta para a nossa reprodução? 35 A resposta pode estar na replicação dos genes. Homens não podem ter filhos sozinhos, e 36 tampouco as mulheres. Um precisa do DNA do outro. Esse problema se resolveria com o sexo 37 casual à moda dos cachorros de rua. Mas, em “O Banquete”, de Platão, o poeta Aristófanes 38 definiu a natureza dos humanos diferente – seriam unidades completas, “de forma esférica, com 39 costas e flancos arredondados, com quatro mãos, o mesmo número de pernas, dois rostos 40 totalmente idênticos, mas uma cabeça única para o conjunto desses dois rostos opostos um ao 41 outro”. Uns, descendentes do Sol, tinham duas partes masculinas; outros, descendentes da 42 Terra, tinham duas partes femininas. Isso lhes dava uma força tamanha que os fez escalar o céu 43 para combater os deuses. 44 Zeus, em punição, cortou-os em dois, nascendo a divisão entre homem e mulher. Acabou- 45 se então a unidade e a felicidade humana, e cada metade passou a procurar seu correspondente 46 para recuperar a completude. Claro, isso é mitologia. Não tem validade científica. Mas, como 47 metáfora, explica a busca obsessiva pela cara-metade, que é a essência do amor romântico. (Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-genetica-do-amor/– texto adaptado especialmente para Execução: Fundatec esta prova). 1011 _BASE_NS_DT 28/10/2025 16:47:03 Considerando a estrutura argumentativa do texto, que parte da biologia evolutiva para abordar o comportamento social e o amor humano, assinale a alternativa que melhor sintetiza a tese central defendida pelo autor.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.